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quarta-feira, 7 de julho de 2010

liderança como um processo social

A Liderança é tida por alguns teóricos como um processo social, uma relação entre seres humanos que é constítuida e influenciada por 4 fatores.


1. - Missão.
Missão é o objetivo ou tarefa que o líder e o liderado devem cumprir, é o objetivo da equipe de trabalho. A missão pode ser classificada de duas formas.
1.1 - Missão Moral.
A Missão Moral é aquela em que o líder estabelece um missão pra seus liderados, mas não estabelece uma recompensa material, a recompensa para o cumprimento da tarefa seria a própria meta alcançada. O líder que consegue estabelecer uma missão moral para com seus liderados é chamado de líde carismático.
1.2 - Missão Cauculista.
É o tipo de missão em que o líder estabelece uma meta e uma recompensa material. O líder desssse tipo de missão é chamado de líder transacional.


2- Líder.
É a pessoa que deve exercer uma influência sobre os colaboradores para que os mesmos alcancem uma meta, que deve dar motivação e inspiração para seus liderados.
Os teóricos costumam dizer que uma pessoa pode se tornar líder por 3 fatores.
2.1 - Traços de Personalidade.
É o líder que nasce com alguns traços que se transformam em uma tendencia para liderar, entre eles, determinação e autoconfiança.
2.2 - Necessidade de Poder.
É o líder que tem necessidade de estar no comando. Pode ser por satisfação pessoal, de liderar os seus colaboradores, ou por satisfação coletiva, de alcançar um meta que promova a todos, líder e liderados.
2.3 - Complexo de Habilidades.
Trata a liderança como um complexo de habilidades a ser desenvolvidas por alguém que deseja ser líder, como por exemplo, a comunicação.

3- Liderado.
O líderado é quem vai colaborar com o líder para que o líder alcance o objetivo desejado. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o liderado também exerce influência sobre o líder, na forma de legitimação da sua liderança. Um líder nunca é um bom líder sem a aprovação dos liderados.
Os liderados podem ser classificados de duas formas, segunda suas motivações:
3.1 - Liderados Fiéis.
São aqueles que se deixar ser comandados por um líder por possuírem a mesma ideologia ou opinião. Em troca eles exigem obrigações do líder, como por exemplo, que o líder mantenha a mesma ideologia sempre.
3.2 - Liderados Mercenários.
São aqueles que se deixam ser comandados por interesses materiais. Exigem em troca da sua colaboração no trabalho em equipe recompensas físicas.

4 - Conjuntura.
É o ambiente em que esse processo de liderança ocorre. A Conjuntura sofre influência temporais, geográficas, culturais, e assim influência o processo social da liderança.

"O caráter é superior ao intelecto."

Ralph Waldo Emerson

É impossível pensar em líderes íntegros sem refletir sobre o caráter que esses devem ter.

De forma bem simples caráter são princípios. É o conjunto de qualidades éticas resultam na formação moral de uma pessoa. Líderes íntegros precisam ter princípios corretos. Princípios são aprendidos. Assim sendo, o caráter é construído através de um aprendizado, uma disciplina do espírito que depende do esforço individual, dos meios culturais à disposição dos indivíduos e da ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas. Construir um caráter requer que nos foquemos em nossos valores e ações. Requer mudanças que passam pela transformação do pensamento - e isso é absolutamente difícil, pois acarreta a abrirmos mão de atitudes contrárias à vontade de Deus, ao tempo de tomarmos posições coerentes com a nossa fé e doutrina, de termos forças crescente para buscar idéias e conhecimentos novos a serem adquiridos.

Aqui está o grande desafio! Três razões que justificam essa afirmativa:

1. Os princípios do nosso tempo são essencialmente humanistas;

2. Sabemos que somos pecadores e que o que queremos isso não fazemos e o que não queremos isso fazemos, conf. Rom.7.19. Somos profundamente afetados pela realidade que nos cerca. Existem vários exemplos dignos de serem citados de pessoas na Bíblia que nos demonstram traços positivos em seus caráteres. Por exemplo: A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão.

Mas é claro que todos nós sabemos dos traços negativos dos personagens citados, como somos sabedores de todo o processo de aprendizagem que eles tiveram que experimentar para poderem ser transformados. Sabemos que o nosso padrão absoluto sempre será Jesus. Ele é o nosso alvo. Nosso caráter precisa ser o mais próximo de Jesus.

Para esta palestra quero usar a vida de Abraão como ponto de partida para a nossa reflexão.

A vida de Abraão mostra que qualquer pessoa escolhida por Deus para liderar pode ter falhas de caráter, a questão é se, durante a sua trajetória, ela permite que Deus ajuste o seu caráter ao dele.

Abraão foi um líder que obedeceu a Deus, deixando tudo para trás por causa de uma visão do Senhor. No entanto...

Ele foi um homem que entregou sua esposa duas vezes para outro homem, mentiu, (Gn 12.10-20; 20 1-7) aceitou gerar um filho com uma serva de sua esposa, (Gn16.1-2) e ainda teve de ouvir de um ímpio que ele era um mentiroso (Gn 21.23).

O episódio da morte de Sara mostra os ajustes que Deus havia feito no caráter de Abraão. Havia algumas falhas no caráter de Abraão que foram sendo corrigidas com o tempo.

Depois que Abraão foi chamado de mentiroso por Abimeleque, na negociação dos poços de água, (Gn 21:25) a bíblia não menciona nenhuma fraqueza do seu caráter.

Ao contrário, Abraão faz questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa. (Gn 24:4-20).

1. Temos que aprender a firmeza de caráter na adversidade.

"Abraão desceu ao Egito". Ás vezes tomamos decisões erradas pressionados pelas adversidades. Abraão estava vivendo uma situação geral difícil. Seus problemas incluíam uma esposa estéril, a separação de seus parentes, e ainda uma terra seca que não produzia nada. A Bíblia diz em Pv 14:12. "Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".

Abraão precisava manter-se fiel à direção divina para que as coisas dessem certo e, infelizmente, não conseguiu mediante o medo. È sempre perigoso quando sentimos medo sairmos da direção divina e passarmos a dirigir a nossa própria vida. O caminho para o Egito é sempre ilusório e termina em frustração.

As conseqüências foram às seguintes:

1. O Faraó repreende Abraão.

2. O profeta Abraão é forçado a ouvir Deus através de Abimeleque - ou seja, neste contexto, Abimeleque é o profeta para com Abraão, e não o contrário.

3. Enquanto Abraão esteve fora da vontade de Deus e em terra estranha, não conseguiu construir nenhum altar ao Senhor, como fizera antes. A Bíblia declara que o "ministério da fé é guardado em uma pura consciência".( Hb 10:22)

4. O “outro” recebeu as conseqüências do caráter de Abraão. (Gn 20:3,17-18).

5. Uma família desajustada.

O líder cristão também tem conseqüências em sua vida quando possui traços negativos em seu caráter.

Quais os caminhos de aprendizagem que precisamos trilhar para que o nosso caráter seja aprovado por Deus?

Entre outros penso que quatro caminhos:

1. Temos que aprender que o caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter.

O caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter

Quando vivemos um tempo de devoção, estamos nos aproximando de Deus e neste ato o nosso caráter vai sendo trabalhado. Em João 15:5, Jesus diz: “sem mim, nada podeis fazer”. Deus disse assim para Abraão: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ele não disse “sê perfeito e anda na minha presença”.

Creio que na medida que vamos andando com Deus, Ele vai moldando o nosso caráter, transformando a nossa vida. Mas não creio que é pelo fato de termos um bom caráter é que temos também necessariamente uma boa vida devocional, mas é certo que quando temos uma boa vida devocional, temos um bom caráter. Falo de uma vida devocional que não seja só de oração e leitura da Palavra, mas, de fato, uma vida de andar com Deus. A Bíblia diz que Enoque andou com Deus... E alguém anda com Deus não porque é perfeito, mas para que possa vir a ser perfeito. Ficamos melhor quanto mais andamos com Deus... A vida cristã não é algo que vem fabricado. O caráter vai sendo trabalhado dia a dia, é um processo.

2. Temos que aprender que o caráter somente é transformado plenamente em Cristo Jesus.

É somente na pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9). Em Cristo o quer e o efetuar se harmonizam e agem através de ações concretas que demonstram verdadeiramente os princípios de Deus. Moody disse que “caráter é o que o homem é na obscuridade”. Por isso necessitamos do sangue de Jesus em nossas vidas.

3. Temos que aprender que não há atalhos para o forjar do caráter de Deus em nossas vida e ministério.

Abraão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abraão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.

Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito foi uma tentativa de Abraão de encurtar o teste da fome. Deus forçou Abraão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abraão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai.

Nós podemos desviar do caminho para o qual Deus nos chamou a andar? Podemos, é claro, mas o caminho nunca será fácil. E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Não podemos destruir os propósitos e planos de Deus para a nossa vida.

4. Temos que aprender a pedir perdão pelos pecados formados por um caráter distante da vontade de Deus.

Precisamos confessar as fraquezas de nosso caráter. Fred Smith em seu livro O Impacto da Liderança com Integridade diz o seguinte: "A confissão clareia e limpa nosso caráter" (pág 50). E isso certamente deve acontecer em nossas vidas. O caráter de um líder cristão deve ser puro e a pureza vem sempre com a transparência. Devemos lembrar que quando confessamos o que há de errado em nós somos obedientes e a obediência constrói o caráter de uma pessoa de Deus. Quando alguém possui um coração arrependido sinceramente diante de Deus isso faz com que ele caia no erro e fique preso no pecado.

Quero terminar esta palestra com uma frase: "O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado." Helen Keller.
A liderança e a ética

"Nada lhe posso dar que já não existe em você. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria existência. Nada lhe poderei dar, a não ser a oportunidade, o impulso a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo."
(Hermann Hesse)

A liderança é um processo que pessoas comuns utilizam, quando recorrem ao que há de melhor em si mesmas e nas outras pessoas.

Dessa perspectiva podemos identificar o desenvolvimento da liderança ao próprio “des-envolvimento” da pessoa . Um genuíno processo educacional de busca por completude e expressão de potencialidades que se constrói nas interações homem/mundo e que nunca tem fim.

Há um tanto de arte no percurso do aprendizado do líder que se traduz no seu relacionamento com as pessoas de seu entorno. Arte que inspira os liderados a se engajar em aspirações compartilhadas. Arte que se aprende no fazer e na reflexão sobre o que se faz. Arte de não ceder aos valores materiais, destarte o materialismo mecânico e orgânico das nossas empresas, em detrimento aos verdadeiros valores da vida, vida eterna - Deus; Amor.

Essas e outras questões essenciais ao exercício da gestão e da liderança no ambiente organizacional, estão presentes nas reflexões e práticas da ética global, nesse contexto que é predominantemente desafiador à própria ética.
Nada pode encaminhar a raça humana à degradação mais rapidamente do que líderes desprovidos de qualidade moral.
Exatamente por isso, se você for um liderado, fuja de gestores assim. Se você for um líder, invista no seu polimento intelectual, profissional, mas sobretudo no comportamental e espiritual.
No fundo reportamo-nos sempre a mesma e crucial questão: o futuro depende dos valores de hoje, inclusive à própria possibilidade da existência desse futuro.

Liderança moral

É necessário esclarecer o significado de liderança moral. A definição do termo "liderança" possui muitas conotações diferentes, algumas das quais contrárias ao sentido aqui empregado. Quando se pergunta a alguém o que é ser um líder, freqüentemente a resposta é "estar no controle", "dar ordens", "comandar", "ser o número 1". Para suprir as necessidades da humanidade neste estágio de maturidade, este conceito dominante de liderança deve ser questionado e substituído por um conceito centralizado na UTILIDADE. O objetivo desta nova liderança é dar poderes aos outros para que contribuam com a sociedade, em lugar de concentrar poderes sobre os outros. A principal característica de um líder moral deve ser o espírito de utilidade: "aquele que é mais útil à comunidade" em vez de "aquele que mais domina a sociedade".

Formas egocêntricas de liderança, infelizmente, têm dominado as páginas da História e tendem a prevalecer nas relações do mundo atual. Modelos autocráticos, paternalistas, totalitários, manipuladores e "sabe-tudo" de liderança enfraquecem os grupos que alegam servir. Tais formas de liderança concentram o poder de decisão nas mãos de uns poucos de tal maneira que os outros os sirvam. O que o mundo precisa hoje é exatamente o oposto dessa concepção - um novo modelo de liderança que se baseia em valores e princípios morais e devota sinceramente suas capacidades ao serviço do bem comum.

Há um duplo propósito na vida humana que dá direção e significado à existência.

O primeiro aspecto desse duplo propósito se refere ao processo de TRANSFORMAÇÃO PESSOAL. Seu objetivo é transformar as potencialidades latentes de um indivíduo em realidade, na qual os aspectos físico, intelectual e espiritual do ser humano possam atingir sua mais nobre e completa expressão. O cumprimento dessa meta requer o exercício constante do esforço individual na busca pela verdade e na aquisição e aplicação de conhecimento, sabedoria, virtudes e qualidades espirituais em todos os aspectos da vida diária.

A outra faceta desse propósito dual tem a ver com o complexo processo de TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. A finalidade deste processo é a promoção de uma civilização em evolução contínua baseada em princípios de justiça e amor. O desenvolvimento de uma sociedade justa, em que o bem comum é estimulado por estruturas que facilitem a colaboração e a cooperação, e na qual os benefícios da iniciativa individual são resguardados e encorajados, é certamente a mais complexa e desafiadora tarefa da humanidade.

Esses dois aspectos do sentido da existência humana estão intimamente interligados. Por um lado, é impossível conceber uma transformação social sem indivíduos, que estão ativamente engajados na obtenção de sua transformação pessoal. Por outro, é igualmente impossível obter essa metamorfose individual num vácuo social. Um indivíduo pode desenvolver plenamente suas mais nobres potencialidades somente quando se dedica a servir aos processos de transformação social.

Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida quotidiana. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana. Por "verdade", não se entende apenas aquilo que é descoberto pela pesquisa científica, mas também a verdade espiritual que é revelada pelas grandes religiões do mundo, que deram à nossa civilização sua base moral e espiritual. Essas duas fontes de verdade não são contraditórias, e sim complementares. Ambas são necessárias ao desenvolvimento de uma civilização em progresso constante.


O CONCEITO DE APTIDÃO

A esta altura é necessário aclarar o conceito de "aptidão", de acordo com o sentido empregado neste artigo, e explicar por que o desenvolvimento de tais capacidades é uma preocupação central em nossa abordagem de educação moral.

Abordagens tradicionais de educação - seja o desenvolvimento de caráter, seja o de virtudes - tende a promover um conceito passivo de pessoa virtuosa. Ser virtuoso é ser "bom’, manter-se longe de problemas. Nós objetivamos mudar esse conceito para outro em que virtuoso é aquele que está conscientemente e ativamente engajado em ações que promovam a transformação pessoal e social. Assim, ser virtuoso é "FAZER o bem". Esse novo conceito implica que o elemento virtuoso deve possuir certas aptidões que o fortalecem para executar boas ações.

Os tijolos da estrutura moral de um indivíduo incluem atitudes, qualidades, habilidades e aptidões, bem como conhecimento e compreensão de conceitos morais essenciais. Em lugar de examinar esses atributos individualmente, é útil considerá-los em grupos afins que formam uma função moral superior de um indivíduo - uma aptidão moral.

Uma aptidão é a capacidade que uma pessoa tem de executar tipos específicos de tarefas que são essenciais ao desenvolvimento e bem-estar tanto individual como coletivo.


FUNÇÕES DA LIDERANÇA

Estudos sociológicos indicam que há duas funções básicas de liderança dento de um grupo. Uma delas refere-se à promoção da unidade desse grupo. A efetiva promoção dessa unidade requer a capacidade de facilitar processos consultivos que permitam a tomada coletiva de decisões baseados numa sincera e rigorosa busca pela verdade. A outra tem a ver com o suprimento das necessidades e objetivos do grupo por meio de ações, ou seja, dedica-se a facilitar o processo de transformar pensamentos em atos concretos. Ambas funções são essenciais ao bem-estar de qualquer grupo, quer seja ele uma família, uma organização, ou uma comunidade local, nacional ou mundial.


APTIDÕES DA LIDERANÇA MORAL

A primeira aptidão da liderança moral é o aprendizado contínuo na aquisição de perfeições humanas, tanto na esfera intelectual como na espiritual. A primeira e mais importante dessas perfeições é a aquisição de conhecimento útil ao desenvolvimento da humanidade. Mas esse empenho deve ser equilibrado pela compreensão de que a verdadeira excelência do indivíduo não pode ser atingida fora da dedicação ao bem comum.

A segunda aptidão moral é concernente à atividade de educar os outros. Tal capacidade significa alguém ensinar aos outros um conhecimento, habilidade ou sabedoria que tenha adquirido. Um autêntico líder moral é aquele que volta seus esforços para a educação das massas, e trabalha dia e noite até que todos estejam protegidos pela fortaleza do conhecimento. Um líder moral fortalece os outros no serviço à humanidade.

A terceira aptidão tem a ver com a disciplina própria e o autocontrole. Significa a capacidade de opor-se às suas paixões, algo que não é muito fácil de se conseguir, ainda menos num ambiente dominado pelas corruptoras influências da sociedade materialista. A falta de disciplina é justamente uma das mais notáveis características da sociedade consumista.

A quarta aptidão é reconhecer e obedecer a verdade. Esta é a base fundamental de uma conduta moral. Um homem só pode ser realmente digno de confiança quando, e apenas quando, não se coloca acima da lei. A verdadeira liderança moral reconhece e entende a função das leis no desenvolvimento e na manutenção de uma sociedade civilizada e justa. Por essa razão, um autêntico líder moral jamais se posiciona acima da lei. Mesmo se considerar uma lei injusta, jamais se utilizará de meios violentos para sua mudança. Ao contrário, ele procurará fazer uso dos meios legais apropriados que existam para servir a tal propósito.

Essas quatro aptidões são inter-relacionadas e se respaldam mutuamente. A obtenção de uma facilita a aquisição das outras. Juntas, elas formam a estrutura básica do homem virtuoso e da verdadeira liderança moral necessária ao mundo atual.

LIDERAR

Liderar é ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que tem as respostas, independente do cargo que elas ocupam. Liderar é encarar o fracasso não como uma derrota, mas sim como um adiamento da vitória. Liderar é saber que a direção é mais importante que a velocidade. Liderar é ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.

Definição de Liderança

Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder

LIDERANÇA CRISTÃ E INTEGRIDADE

Liderança significa “conduzir por um caminho, colocando-se à frente. O ato assemelha-se ao de se aventurar por um lugar em que ninguém esteve antes – uma aventura que não é para tímidos ou fracos.(1) A liderança é um dos fenômenos mais observados e menos entendidos sobre a terra.(2)


Mas quando se trata de liderança cristã, a situação reveste-se de especial significado e responsabilidade. A Bíblia revela diversos requisitos que deveriam constituir os líderes cristãos. E um deles é a integridade.

José, um líder íntegro, piedoso e temente a Deus

O testemunho da vida de José nos mostra a possibilidade de o líder manter-se, sob a graça divina, íntegro, independente da idade e das circunstâncias que o envolvam.

Integridade na casa dos pais

A família de Jacó passou por diversas crises: a. rixas entre as irmãs, Léia e Raquel (Gn 29:33; 30:1-8; b. injustiças (Gn 31:41) e intrigas financeiras (Gn 31:1); c. propensão à idolatria (Gn 31:34); d. traição, violência, imoralidade e invejas (Gn 34:25-30; 35:22; 37:11). Diante desse contexto, ele manteve-se puro, íntegro e temente a Deus, mesmo convivendo com pessoas de caráter reprovável.

Integridade na casa de Potifar

José fora jogado em uma cisterna pelos seus irmãos (Gn 37:17-24), vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 39;25-28) e revendido a Potifar, comandante da guarda real egípsia (Gn 39:1). José agora era servo (Gn39:1-2) e superientendente dos bens de Potifar (Gn 39:4-6). Apesar de ser o agente da prosperidade (Gn 39:3) de Potifar, José não tirou proveito disso. Ao contrário, permaneceu íntegro, humilde e abnegado (Gn 39:4).”A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus”(3).Porém, fortalecido pela graça e temor de Deus, José resistiu às investidas do inimigo (Gn 39:12). Ele não transigiu com o pecado, mas diante do mal recuou com determinação e sabedoria. Ali ficaram consignadas a pureza e a santidade do caráter de José. É assim que deve agir todo líder que sofre tentação.

Integridade no cárcere

Acusado injustamente, José foi preso por seu próprio senhor (Gn 39:20). Na cadeia, não demorou para que conquistasse a confiança do carcereiro-chefe (Gn 39:21-22). Este o colocou como responsável por todos os encarcerados, inclusive, pelos dois eunucos de Faraó, presos por transgredirem suas ordens. Ambos, copeiro e padeiro, tiveram um sonho, e José, por providência divina, deu-lhes a interpretação (Gn 40: 9-19). Isso mostra que quando se tem um caráter puro e íntegro é possível continuar à disposição de Deus mesmo nas circunstâncias adversas.

Integridade no palácio

Ao interpretar o sonho de Faraó, José poderia engrandecer-se. Mas não o fez (Gn 41:39-41). Ele era humilde e soube esperar o tempo certo e Deus moveu o coração de Faraó para nomeá-lo como governador do Egito. José governou investido de uma autoridade ímpar. Ele era o primeiro, abaixo de Faraó, chefe supremo. Em Gn 41:40-44 registra-se seu status nas palavras de Faraó: “Administrarás a minha casa, e a tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. Então tirou o Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro, e fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: inclinai-vos. Desse modo o constituiu sobre toda a terra do Egito. Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito”.Diante de oportunidades atraentes e promissoras, o líder cristão evita tomar decisões precipitadas. O melhor que ele pode fazer é confiar integralmente na vontade e soberania do Senhor. Certamente, José se contentaria apenas com sua liberdade, mas Deus fez por ele muito mais do que poderia pedir ou pensar.

Integridade diante de seus irmãos no reencontro

A liderança exercida por José, encontra seu clímax ao tratar com seus irmãos, que de maneira extremamente vil o venderam aos ismaelitas. O momento de dar “o troco”, até por direito, enfim chegara. Ele, soberano, no controle absoluto da situação, diante de seus irmãos que sem piedade o traíram, procede de forma incomum. Vemos um homem cheio do amor divino, reconhecedor da soberania de Deus, demonstrando seu amor, acompanhado de forte emoção afetuosa: “Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverem vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós...E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele” (Gn 45:3-5; 14,15).



A docilidade deste líder expõe francamente lideranças insensíveis e indiferentes, embriagadas pelo poder. O apóstolo Pedro exorta os líderes: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores do que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos de rebanho” (1 Pe 5:2,3). Líderes dominadores são totalmente isentos de amor, piedade e temor de Deus. Em geral, a aspereza utilizada, decorre de figuras fracas que se sentem ameaçadas, procurando impor-se pela força. Estas pessoas costumam apresentar indisposição em ouvir outros, não são ensináveis, e agem sozinhas, como se fossem detentoras da verdade. Que a figura de José seja inspiração para conduzir ao arrependimento tais homens enfermos pelo poder.

Conclusão

“A obra de Deus necessita de homens de elevados padrões e força moral para engajar-se em sua divulgação. Procuram-se homens cujos corações estejam revigorados com santo fervor, homens de firme propósito, que não se abalam facilmente, que podem anular todos os interesses egoístas e dar tudo pela cruz e pela coroa. A causa da verdade presente requer homens leais ao senso do dever e justiça, cuja integridade moral seja inabalável e cuja energia seja igual à aberta providência de Deus. Qualificações como estas são mais valiosas do que riquezas incalculáveis investidas na obra e causa de Deus. Energia, integridade moral e firme propósito pelo direito são qualidades que não podem ser compensadas com qualquer quantidade de ouro. Homens dotados com essas qualificações terão influência em toda a parte. Suas vidas serão mais poderosas do que a eloqüência soberba. Deus chama homens de coração, homens de mente., homens de integridade moral a quem Ele possa tornar depositários de Sua verdade, e que representarão corretamente Seus princípios em sua vida diária”.(4)