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quarta-feira, 7 de julho de 2010

liderança como um processo social

A Liderança é tida por alguns teóricos como um processo social, uma relação entre seres humanos que é constítuida e influenciada por 4 fatores.


1. - Missão.
Missão é o objetivo ou tarefa que o líder e o liderado devem cumprir, é o objetivo da equipe de trabalho. A missão pode ser classificada de duas formas.
1.1 - Missão Moral.
A Missão Moral é aquela em que o líder estabelece um missão pra seus liderados, mas não estabelece uma recompensa material, a recompensa para o cumprimento da tarefa seria a própria meta alcançada. O líder que consegue estabelecer uma missão moral para com seus liderados é chamado de líde carismático.
1.2 - Missão Cauculista.
É o tipo de missão em que o líder estabelece uma meta e uma recompensa material. O líder desssse tipo de missão é chamado de líder transacional.


2- Líder.
É a pessoa que deve exercer uma influência sobre os colaboradores para que os mesmos alcancem uma meta, que deve dar motivação e inspiração para seus liderados.
Os teóricos costumam dizer que uma pessoa pode se tornar líder por 3 fatores.
2.1 - Traços de Personalidade.
É o líder que nasce com alguns traços que se transformam em uma tendencia para liderar, entre eles, determinação e autoconfiança.
2.2 - Necessidade de Poder.
É o líder que tem necessidade de estar no comando. Pode ser por satisfação pessoal, de liderar os seus colaboradores, ou por satisfação coletiva, de alcançar um meta que promova a todos, líder e liderados.
2.3 - Complexo de Habilidades.
Trata a liderança como um complexo de habilidades a ser desenvolvidas por alguém que deseja ser líder, como por exemplo, a comunicação.

3- Liderado.
O líderado é quem vai colaborar com o líder para que o líder alcance o objetivo desejado. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o liderado também exerce influência sobre o líder, na forma de legitimação da sua liderança. Um líder nunca é um bom líder sem a aprovação dos liderados.
Os liderados podem ser classificados de duas formas, segunda suas motivações:
3.1 - Liderados Fiéis.
São aqueles que se deixar ser comandados por um líder por possuírem a mesma ideologia ou opinião. Em troca eles exigem obrigações do líder, como por exemplo, que o líder mantenha a mesma ideologia sempre.
3.2 - Liderados Mercenários.
São aqueles que se deixam ser comandados por interesses materiais. Exigem em troca da sua colaboração no trabalho em equipe recompensas físicas.

4 - Conjuntura.
É o ambiente em que esse processo de liderança ocorre. A Conjuntura sofre influência temporais, geográficas, culturais, e assim influência o processo social da liderança.

"O caráter é superior ao intelecto."

Ralph Waldo Emerson

É impossível pensar em líderes íntegros sem refletir sobre o caráter que esses devem ter.

De forma bem simples caráter são princípios. É o conjunto de qualidades éticas resultam na formação moral de uma pessoa. Líderes íntegros precisam ter princípios corretos. Princípios são aprendidos. Assim sendo, o caráter é construído através de um aprendizado, uma disciplina do espírito que depende do esforço individual, dos meios culturais à disposição dos indivíduos e da ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas. Construir um caráter requer que nos foquemos em nossos valores e ações. Requer mudanças que passam pela transformação do pensamento - e isso é absolutamente difícil, pois acarreta a abrirmos mão de atitudes contrárias à vontade de Deus, ao tempo de tomarmos posições coerentes com a nossa fé e doutrina, de termos forças crescente para buscar idéias e conhecimentos novos a serem adquiridos.

Aqui está o grande desafio! Três razões que justificam essa afirmativa:

1. Os princípios do nosso tempo são essencialmente humanistas;

2. Sabemos que somos pecadores e que o que queremos isso não fazemos e o que não queremos isso fazemos, conf. Rom.7.19. Somos profundamente afetados pela realidade que nos cerca. Existem vários exemplos dignos de serem citados de pessoas na Bíblia que nos demonstram traços positivos em seus caráteres. Por exemplo: A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão.

Mas é claro que todos nós sabemos dos traços negativos dos personagens citados, como somos sabedores de todo o processo de aprendizagem que eles tiveram que experimentar para poderem ser transformados. Sabemos que o nosso padrão absoluto sempre será Jesus. Ele é o nosso alvo. Nosso caráter precisa ser o mais próximo de Jesus.

Para esta palestra quero usar a vida de Abraão como ponto de partida para a nossa reflexão.

A vida de Abraão mostra que qualquer pessoa escolhida por Deus para liderar pode ter falhas de caráter, a questão é se, durante a sua trajetória, ela permite que Deus ajuste o seu caráter ao dele.

Abraão foi um líder que obedeceu a Deus, deixando tudo para trás por causa de uma visão do Senhor. No entanto...

Ele foi um homem que entregou sua esposa duas vezes para outro homem, mentiu, (Gn 12.10-20; 20 1-7) aceitou gerar um filho com uma serva de sua esposa, (Gn16.1-2) e ainda teve de ouvir de um ímpio que ele era um mentiroso (Gn 21.23).

O episódio da morte de Sara mostra os ajustes que Deus havia feito no caráter de Abraão. Havia algumas falhas no caráter de Abraão que foram sendo corrigidas com o tempo.

Depois que Abraão foi chamado de mentiroso por Abimeleque, na negociação dos poços de água, (Gn 21:25) a bíblia não menciona nenhuma fraqueza do seu caráter.

Ao contrário, Abraão faz questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa. (Gn 24:4-20).

1. Temos que aprender a firmeza de caráter na adversidade.

"Abraão desceu ao Egito". Ás vezes tomamos decisões erradas pressionados pelas adversidades. Abraão estava vivendo uma situação geral difícil. Seus problemas incluíam uma esposa estéril, a separação de seus parentes, e ainda uma terra seca que não produzia nada. A Bíblia diz em Pv 14:12. "Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".

Abraão precisava manter-se fiel à direção divina para que as coisas dessem certo e, infelizmente, não conseguiu mediante o medo. È sempre perigoso quando sentimos medo sairmos da direção divina e passarmos a dirigir a nossa própria vida. O caminho para o Egito é sempre ilusório e termina em frustração.

As conseqüências foram às seguintes:

1. O Faraó repreende Abraão.

2. O profeta Abraão é forçado a ouvir Deus através de Abimeleque - ou seja, neste contexto, Abimeleque é o profeta para com Abraão, e não o contrário.

3. Enquanto Abraão esteve fora da vontade de Deus e em terra estranha, não conseguiu construir nenhum altar ao Senhor, como fizera antes. A Bíblia declara que o "ministério da fé é guardado em uma pura consciência".( Hb 10:22)

4. O “outro” recebeu as conseqüências do caráter de Abraão. (Gn 20:3,17-18).

5. Uma família desajustada.

O líder cristão também tem conseqüências em sua vida quando possui traços negativos em seu caráter.

Quais os caminhos de aprendizagem que precisamos trilhar para que o nosso caráter seja aprovado por Deus?

Entre outros penso que quatro caminhos:

1. Temos que aprender que o caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter.

O caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter

Quando vivemos um tempo de devoção, estamos nos aproximando de Deus e neste ato o nosso caráter vai sendo trabalhado. Em João 15:5, Jesus diz: “sem mim, nada podeis fazer”. Deus disse assim para Abraão: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ele não disse “sê perfeito e anda na minha presença”.

Creio que na medida que vamos andando com Deus, Ele vai moldando o nosso caráter, transformando a nossa vida. Mas não creio que é pelo fato de termos um bom caráter é que temos também necessariamente uma boa vida devocional, mas é certo que quando temos uma boa vida devocional, temos um bom caráter. Falo de uma vida devocional que não seja só de oração e leitura da Palavra, mas, de fato, uma vida de andar com Deus. A Bíblia diz que Enoque andou com Deus... E alguém anda com Deus não porque é perfeito, mas para que possa vir a ser perfeito. Ficamos melhor quanto mais andamos com Deus... A vida cristã não é algo que vem fabricado. O caráter vai sendo trabalhado dia a dia, é um processo.

2. Temos que aprender que o caráter somente é transformado plenamente em Cristo Jesus.

É somente na pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9). Em Cristo o quer e o efetuar se harmonizam e agem através de ações concretas que demonstram verdadeiramente os princípios de Deus. Moody disse que “caráter é o que o homem é na obscuridade”. Por isso necessitamos do sangue de Jesus em nossas vidas.

3. Temos que aprender que não há atalhos para o forjar do caráter de Deus em nossas vida e ministério.

Abraão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abraão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.

Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito foi uma tentativa de Abraão de encurtar o teste da fome. Deus forçou Abraão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abraão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai.

Nós podemos desviar do caminho para o qual Deus nos chamou a andar? Podemos, é claro, mas o caminho nunca será fácil. E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Não podemos destruir os propósitos e planos de Deus para a nossa vida.

4. Temos que aprender a pedir perdão pelos pecados formados por um caráter distante da vontade de Deus.

Precisamos confessar as fraquezas de nosso caráter. Fred Smith em seu livro O Impacto da Liderança com Integridade diz o seguinte: "A confissão clareia e limpa nosso caráter" (pág 50). E isso certamente deve acontecer em nossas vidas. O caráter de um líder cristão deve ser puro e a pureza vem sempre com a transparência. Devemos lembrar que quando confessamos o que há de errado em nós somos obedientes e a obediência constrói o caráter de uma pessoa de Deus. Quando alguém possui um coração arrependido sinceramente diante de Deus isso faz com que ele caia no erro e fique preso no pecado.

Quero terminar esta palestra com uma frase: "O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado." Helen Keller.
A liderança e a ética

"Nada lhe posso dar que já não existe em você. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria existência. Nada lhe poderei dar, a não ser a oportunidade, o impulso a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo."
(Hermann Hesse)

A liderança é um processo que pessoas comuns utilizam, quando recorrem ao que há de melhor em si mesmas e nas outras pessoas.

Dessa perspectiva podemos identificar o desenvolvimento da liderança ao próprio “des-envolvimento” da pessoa . Um genuíno processo educacional de busca por completude e expressão de potencialidades que se constrói nas interações homem/mundo e que nunca tem fim.

Há um tanto de arte no percurso do aprendizado do líder que se traduz no seu relacionamento com as pessoas de seu entorno. Arte que inspira os liderados a se engajar em aspirações compartilhadas. Arte que se aprende no fazer e na reflexão sobre o que se faz. Arte de não ceder aos valores materiais, destarte o materialismo mecânico e orgânico das nossas empresas, em detrimento aos verdadeiros valores da vida, vida eterna - Deus; Amor.

Essas e outras questões essenciais ao exercício da gestão e da liderança no ambiente organizacional, estão presentes nas reflexões e práticas da ética global, nesse contexto que é predominantemente desafiador à própria ética.
Nada pode encaminhar a raça humana à degradação mais rapidamente do que líderes desprovidos de qualidade moral.
Exatamente por isso, se você for um liderado, fuja de gestores assim. Se você for um líder, invista no seu polimento intelectual, profissional, mas sobretudo no comportamental e espiritual.
No fundo reportamo-nos sempre a mesma e crucial questão: o futuro depende dos valores de hoje, inclusive à própria possibilidade da existência desse futuro.

Liderança moral

É necessário esclarecer o significado de liderança moral. A definição do termo "liderança" possui muitas conotações diferentes, algumas das quais contrárias ao sentido aqui empregado. Quando se pergunta a alguém o que é ser um líder, freqüentemente a resposta é "estar no controle", "dar ordens", "comandar", "ser o número 1". Para suprir as necessidades da humanidade neste estágio de maturidade, este conceito dominante de liderança deve ser questionado e substituído por um conceito centralizado na UTILIDADE. O objetivo desta nova liderança é dar poderes aos outros para que contribuam com a sociedade, em lugar de concentrar poderes sobre os outros. A principal característica de um líder moral deve ser o espírito de utilidade: "aquele que é mais útil à comunidade" em vez de "aquele que mais domina a sociedade".

Formas egocêntricas de liderança, infelizmente, têm dominado as páginas da História e tendem a prevalecer nas relações do mundo atual. Modelos autocráticos, paternalistas, totalitários, manipuladores e "sabe-tudo" de liderança enfraquecem os grupos que alegam servir. Tais formas de liderança concentram o poder de decisão nas mãos de uns poucos de tal maneira que os outros os sirvam. O que o mundo precisa hoje é exatamente o oposto dessa concepção - um novo modelo de liderança que se baseia em valores e princípios morais e devota sinceramente suas capacidades ao serviço do bem comum.

Há um duplo propósito na vida humana que dá direção e significado à existência.

O primeiro aspecto desse duplo propósito se refere ao processo de TRANSFORMAÇÃO PESSOAL. Seu objetivo é transformar as potencialidades latentes de um indivíduo em realidade, na qual os aspectos físico, intelectual e espiritual do ser humano possam atingir sua mais nobre e completa expressão. O cumprimento dessa meta requer o exercício constante do esforço individual na busca pela verdade e na aquisição e aplicação de conhecimento, sabedoria, virtudes e qualidades espirituais em todos os aspectos da vida diária.

A outra faceta desse propósito dual tem a ver com o complexo processo de TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. A finalidade deste processo é a promoção de uma civilização em evolução contínua baseada em princípios de justiça e amor. O desenvolvimento de uma sociedade justa, em que o bem comum é estimulado por estruturas que facilitem a colaboração e a cooperação, e na qual os benefícios da iniciativa individual são resguardados e encorajados, é certamente a mais complexa e desafiadora tarefa da humanidade.

Esses dois aspectos do sentido da existência humana estão intimamente interligados. Por um lado, é impossível conceber uma transformação social sem indivíduos, que estão ativamente engajados na obtenção de sua transformação pessoal. Por outro, é igualmente impossível obter essa metamorfose individual num vácuo social. Um indivíduo pode desenvolver plenamente suas mais nobres potencialidades somente quando se dedica a servir aos processos de transformação social.

Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida quotidiana. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana. Por "verdade", não se entende apenas aquilo que é descoberto pela pesquisa científica, mas também a verdade espiritual que é revelada pelas grandes religiões do mundo, que deram à nossa civilização sua base moral e espiritual. Essas duas fontes de verdade não são contraditórias, e sim complementares. Ambas são necessárias ao desenvolvimento de uma civilização em progresso constante.


O CONCEITO DE APTIDÃO

A esta altura é necessário aclarar o conceito de "aptidão", de acordo com o sentido empregado neste artigo, e explicar por que o desenvolvimento de tais capacidades é uma preocupação central em nossa abordagem de educação moral.

Abordagens tradicionais de educação - seja o desenvolvimento de caráter, seja o de virtudes - tende a promover um conceito passivo de pessoa virtuosa. Ser virtuoso é ser "bom’, manter-se longe de problemas. Nós objetivamos mudar esse conceito para outro em que virtuoso é aquele que está conscientemente e ativamente engajado em ações que promovam a transformação pessoal e social. Assim, ser virtuoso é "FAZER o bem". Esse novo conceito implica que o elemento virtuoso deve possuir certas aptidões que o fortalecem para executar boas ações.

Os tijolos da estrutura moral de um indivíduo incluem atitudes, qualidades, habilidades e aptidões, bem como conhecimento e compreensão de conceitos morais essenciais. Em lugar de examinar esses atributos individualmente, é útil considerá-los em grupos afins que formam uma função moral superior de um indivíduo - uma aptidão moral.

Uma aptidão é a capacidade que uma pessoa tem de executar tipos específicos de tarefas que são essenciais ao desenvolvimento e bem-estar tanto individual como coletivo.


FUNÇÕES DA LIDERANÇA

Estudos sociológicos indicam que há duas funções básicas de liderança dento de um grupo. Uma delas refere-se à promoção da unidade desse grupo. A efetiva promoção dessa unidade requer a capacidade de facilitar processos consultivos que permitam a tomada coletiva de decisões baseados numa sincera e rigorosa busca pela verdade. A outra tem a ver com o suprimento das necessidades e objetivos do grupo por meio de ações, ou seja, dedica-se a facilitar o processo de transformar pensamentos em atos concretos. Ambas funções são essenciais ao bem-estar de qualquer grupo, quer seja ele uma família, uma organização, ou uma comunidade local, nacional ou mundial.


APTIDÕES DA LIDERANÇA MORAL

A primeira aptidão da liderança moral é o aprendizado contínuo na aquisição de perfeições humanas, tanto na esfera intelectual como na espiritual. A primeira e mais importante dessas perfeições é a aquisição de conhecimento útil ao desenvolvimento da humanidade. Mas esse empenho deve ser equilibrado pela compreensão de que a verdadeira excelência do indivíduo não pode ser atingida fora da dedicação ao bem comum.

A segunda aptidão moral é concernente à atividade de educar os outros. Tal capacidade significa alguém ensinar aos outros um conhecimento, habilidade ou sabedoria que tenha adquirido. Um autêntico líder moral é aquele que volta seus esforços para a educação das massas, e trabalha dia e noite até que todos estejam protegidos pela fortaleza do conhecimento. Um líder moral fortalece os outros no serviço à humanidade.

A terceira aptidão tem a ver com a disciplina própria e o autocontrole. Significa a capacidade de opor-se às suas paixões, algo que não é muito fácil de se conseguir, ainda menos num ambiente dominado pelas corruptoras influências da sociedade materialista. A falta de disciplina é justamente uma das mais notáveis características da sociedade consumista.

A quarta aptidão é reconhecer e obedecer a verdade. Esta é a base fundamental de uma conduta moral. Um homem só pode ser realmente digno de confiança quando, e apenas quando, não se coloca acima da lei. A verdadeira liderança moral reconhece e entende a função das leis no desenvolvimento e na manutenção de uma sociedade civilizada e justa. Por essa razão, um autêntico líder moral jamais se posiciona acima da lei. Mesmo se considerar uma lei injusta, jamais se utilizará de meios violentos para sua mudança. Ao contrário, ele procurará fazer uso dos meios legais apropriados que existam para servir a tal propósito.

Essas quatro aptidões são inter-relacionadas e se respaldam mutuamente. A obtenção de uma facilita a aquisição das outras. Juntas, elas formam a estrutura básica do homem virtuoso e da verdadeira liderança moral necessária ao mundo atual.

LIDERAR

Liderar é ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que tem as respostas, independente do cargo que elas ocupam. Liderar é encarar o fracasso não como uma derrota, mas sim como um adiamento da vitória. Liderar é saber que a direção é mais importante que a velocidade. Liderar é ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.

Definição de Liderança

Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder

LIDERANÇA CRISTÃ E INTEGRIDADE

Liderança significa “conduzir por um caminho, colocando-se à frente. O ato assemelha-se ao de se aventurar por um lugar em que ninguém esteve antes – uma aventura que não é para tímidos ou fracos.(1) A liderança é um dos fenômenos mais observados e menos entendidos sobre a terra.(2)


Mas quando se trata de liderança cristã, a situação reveste-se de especial significado e responsabilidade. A Bíblia revela diversos requisitos que deveriam constituir os líderes cristãos. E um deles é a integridade.

José, um líder íntegro, piedoso e temente a Deus

O testemunho da vida de José nos mostra a possibilidade de o líder manter-se, sob a graça divina, íntegro, independente da idade e das circunstâncias que o envolvam.

Integridade na casa dos pais

A família de Jacó passou por diversas crises: a. rixas entre as irmãs, Léia e Raquel (Gn 29:33; 30:1-8; b. injustiças (Gn 31:41) e intrigas financeiras (Gn 31:1); c. propensão à idolatria (Gn 31:34); d. traição, violência, imoralidade e invejas (Gn 34:25-30; 35:22; 37:11). Diante desse contexto, ele manteve-se puro, íntegro e temente a Deus, mesmo convivendo com pessoas de caráter reprovável.

Integridade na casa de Potifar

José fora jogado em uma cisterna pelos seus irmãos (Gn 37:17-24), vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 39;25-28) e revendido a Potifar, comandante da guarda real egípsia (Gn 39:1). José agora era servo (Gn39:1-2) e superientendente dos bens de Potifar (Gn 39:4-6). Apesar de ser o agente da prosperidade (Gn 39:3) de Potifar, José não tirou proveito disso. Ao contrário, permaneceu íntegro, humilde e abnegado (Gn 39:4).”A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus”(3).Porém, fortalecido pela graça e temor de Deus, José resistiu às investidas do inimigo (Gn 39:12). Ele não transigiu com o pecado, mas diante do mal recuou com determinação e sabedoria. Ali ficaram consignadas a pureza e a santidade do caráter de José. É assim que deve agir todo líder que sofre tentação.

Integridade no cárcere

Acusado injustamente, José foi preso por seu próprio senhor (Gn 39:20). Na cadeia, não demorou para que conquistasse a confiança do carcereiro-chefe (Gn 39:21-22). Este o colocou como responsável por todos os encarcerados, inclusive, pelos dois eunucos de Faraó, presos por transgredirem suas ordens. Ambos, copeiro e padeiro, tiveram um sonho, e José, por providência divina, deu-lhes a interpretação (Gn 40: 9-19). Isso mostra que quando se tem um caráter puro e íntegro é possível continuar à disposição de Deus mesmo nas circunstâncias adversas.

Integridade no palácio

Ao interpretar o sonho de Faraó, José poderia engrandecer-se. Mas não o fez (Gn 41:39-41). Ele era humilde e soube esperar o tempo certo e Deus moveu o coração de Faraó para nomeá-lo como governador do Egito. José governou investido de uma autoridade ímpar. Ele era o primeiro, abaixo de Faraó, chefe supremo. Em Gn 41:40-44 registra-se seu status nas palavras de Faraó: “Administrarás a minha casa, e a tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. Então tirou o Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro, e fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: inclinai-vos. Desse modo o constituiu sobre toda a terra do Egito. Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito”.Diante de oportunidades atraentes e promissoras, o líder cristão evita tomar decisões precipitadas. O melhor que ele pode fazer é confiar integralmente na vontade e soberania do Senhor. Certamente, José se contentaria apenas com sua liberdade, mas Deus fez por ele muito mais do que poderia pedir ou pensar.

Integridade diante de seus irmãos no reencontro

A liderança exercida por José, encontra seu clímax ao tratar com seus irmãos, que de maneira extremamente vil o venderam aos ismaelitas. O momento de dar “o troco”, até por direito, enfim chegara. Ele, soberano, no controle absoluto da situação, diante de seus irmãos que sem piedade o traíram, procede de forma incomum. Vemos um homem cheio do amor divino, reconhecedor da soberania de Deus, demonstrando seu amor, acompanhado de forte emoção afetuosa: “Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverem vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós...E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele” (Gn 45:3-5; 14,15).



A docilidade deste líder expõe francamente lideranças insensíveis e indiferentes, embriagadas pelo poder. O apóstolo Pedro exorta os líderes: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores do que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos de rebanho” (1 Pe 5:2,3). Líderes dominadores são totalmente isentos de amor, piedade e temor de Deus. Em geral, a aspereza utilizada, decorre de figuras fracas que se sentem ameaçadas, procurando impor-se pela força. Estas pessoas costumam apresentar indisposição em ouvir outros, não são ensináveis, e agem sozinhas, como se fossem detentoras da verdade. Que a figura de José seja inspiração para conduzir ao arrependimento tais homens enfermos pelo poder.

Conclusão

“A obra de Deus necessita de homens de elevados padrões e força moral para engajar-se em sua divulgação. Procuram-se homens cujos corações estejam revigorados com santo fervor, homens de firme propósito, que não se abalam facilmente, que podem anular todos os interesses egoístas e dar tudo pela cruz e pela coroa. A causa da verdade presente requer homens leais ao senso do dever e justiça, cuja integridade moral seja inabalável e cuja energia seja igual à aberta providência de Deus. Qualificações como estas são mais valiosas do que riquezas incalculáveis investidas na obra e causa de Deus. Energia, integridade moral e firme propósito pelo direito são qualidades que não podem ser compensadas com qualquer quantidade de ouro. Homens dotados com essas qualificações terão influência em toda a parte. Suas vidas serão mais poderosas do que a eloqüência soberba. Deus chama homens de coração, homens de mente., homens de integridade moral a quem Ele possa tornar depositários de Sua verdade, e que representarão corretamente Seus princípios em sua vida diária”.(4)

lider precisa investir em si próprio para executar um bom trabalho

lider precisa investir em si próprio para executar um bom trabalho

Liderar uma equipe não é uma tarefa fácil. Entretanto, este trabalho pode ser facilitado a partir do momento em que o gestor passa a investir nele mesmo. De acordo com o livro "O Código de Liderança"*, a competência é a regra definitiva da liderança e começa com o autoconhecimento.

Assim, se o líder não estiver agindo de acordo com os seus valores e crenças, se não transmitir confiabilidade em suas decisões e se não estiver disposto a aprender e a crescer como gestor, ele não será capaz de ser um estrategista, executor ou gestor de talentos.

Raciocínio claro

Para desenvolver um trabalho de líder é preciso que o profissional tenha clareza de raciocínio combinando o intelecto e a intuição e a razão e a emoção. Ao ter este domínio, os líderes podem rapidamente definir prioridades e agir para alcançá-las.

Além disso, a ousadia também deve fazer parte do vocabulário de um gestor. Se o líder precisa tomar uma decisão, o primeiro passo é identificá-la. Depois, chega o momento de estudar os impactos desta decisão e, enfim, colocar o pensamento em prática. Caso esta escolha seja errada, o gestor tem de admitir o seu equívoco, aprender a lição e agir.

Os líderes corajosos e ousados têm autoconfiança e são seguros de si. Cometem erros, mas tiram uma lição disso.

Conheça-se

Outro ponto destacado por Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman, autores do livro, é que o líder tem de se conhecer, identificando claramente quais são os seus pontos fracos e os fortes. Ao saber quem é, conseguirá responder a situações comerciais e ter a determinação necessária para fazer a coisa certa.

Quanto melhor o gestor compreender as suas inclinações naturais, como a tendência para introspecção ou a extroversão, ou a propensão para assumir ou evitar riscos, ou ainda a tendência a ser mais intelectual do que prático, ele poderá ser dono de sua realidade e trabalhar para adaptá-la. Descobrir os seus pontos fortes é fundamental para o líder.

Estresse e Agilidade para aprender

Administrar as emoções e as expectativas da equipe, assim como as próprias, é um dos papéis do líder. Por isso, é fundamental que o gestor mantenha a calma mesmo quando a situação está extremamente complicada e difícil.

Outro atributo importante para o líder é a capacidade de aprender. Para isso, fazer generalizações com base no passado pode ser o primeiro passo. O líder deve verificar o que funcionou e o que não funcionou e explorar as razões disso para poder desenvolver o seu trabalho. Depois, é importante que o gestor procure novas ideias para resolver antigos problemas da empresa.

As chances de reconhecer padrões antigos organizacionais e, ao mesmo tempo, identificar novos, certamente serão maiores se o líder mesclar os dados da empresa, que garantem decisões lógicas, com a intuição.

Compartilhar ideias, estar disposto a aprender com os outros membros da equipe e admitir os erros é fundamental para ser um líder bem-sucedido. Além disso, o líder nunca deve deixar de lado os princípios básicos da liderança, que são o caráter, a integridade, a moralidade e a ética.

Cuide-se!

Cuidar do corpo mantendo uma alimentação equilibrada, praticando atividades físicas e ter um sono adequado, auxilia o líder na tomada de decisões adequadas. Ter uma atenção especial ao lado emocional também é importante. O gestor precisa ser otimista, ter autoestima e senso de humor.

Para executar bem o seu trabalho, o líder não pode esquecer de cuidar também do seu social. Interagir com os colegas de equipe gera apoio nos momentos difíceis e ajuda a desenvolver um relacionamento de confiança.

* Reportagem baseada no livro O Código da Liderança - Cinco regras para fazer a diferença, de Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman

Os deveres do Líder Cristão

Introdução:
O líder cristão é uma pessoa chamada para atender às necessidades da obra de Deus.
I. Sua responsabilidade é:
1- Liderar
2- Fazer prosperar
3- Usar autoridade
4- Proceder com:
4.1- Prudência
4.2- Sabedoria
4.3- Amor
II. Ser um exemplo de:
2.1- Comportamento
2.2- Pontualidade
2.3- Perseverança
2.4- Fé
2.5- Apresentação
2.6- Coragem
III. Saber Conduzir:
3.1- Um Culto
3.2- Um trabalho
3.3- Os novos crentes
3.4- Exortar os irmãos ao trabalho e freqüência
IV. Promover:
4.1- Festividades
4.2- Avivamentos
4.3- Campanhas
4.4- Fraternidade
V. Distribuir:
5.1- Trabalhos
5.2- Responsabilidades
5.3- Tarefas
5.4- Fiscalizar
VI. O líder deve:
6.1- Ser fervoroso
6.2- Colher experiência
6.3- Aperfeiçoar seu trabalho
6.4- Estar preparado para tudo na obra
6.5- Observar aptidão e dons dos irmãos
6.6- Consagrar sua vida
6.7- Levar o povo à consagração
6.8- Ler e estudar a palavra
6.9- Preparar-se para cada trabalho
6.10- Cuidar do patrimônio da Igreja
6.10.1- Lâmpadas
6.10.2- Pintura
6.10.3- Limpeza
6.10.4- Rachaduras
6.10.5- Goteiras
6.10.6- etc.
VII. Visitar os:
7.1- Novos Crentes
7.2- Ausentes
7.3- Enfermos
7.4- Atribulados
7.5- Feridos
7.6- Envenenados pelas heresias
CEADEMA
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7.7- Embaraçados
VIII. Cuidar de debelar o mais rápido possível, toda:
8.1- Rebeldia
8.2- Fofoca
8.3- Libertinagem
8.4- Heresias
8.5- Desordem
8.6- Discussão
8.7- Contenda
IX. O líder não deve:
9.1- Abraçar precipitadamente as idéias e sugestões
9.2- Temer seus liderados
9.3- Expor o escândalo
9.4- Tomar partido
9.5- Defender por interesse
9.6- Permitir suspeitas
9.7- Fazer dívidas sem autorização do presidente
9.8- Deixar para outrem a responsabilidade de ajuda financeira
9.9- Fazer dívidas sem te a certeza de que poderá saúda-las
9.9- Deixar de observar e fiscalizar os trabalhos dos seus obreiros
X. É necessário o líder fazer reuniões periódicas para:
10.1- Ouvir
10.2- Traçar trabalhos
10.3- Pedir sugestões
10.4- Avaliar seu trabalho
XI. O líder deve cooperar com seu superior:
11.1- Concordando
11.2- Apoiando
11.3- Esforçando-se
11.4- Apresentando sugestões
11.5- Defendendo
11.6- Amando
11.7- Honrando
XII. O líder deve:
12.1- Honrar os irmãos
12.2- Respeitar as irmãs
12.3- Dar assistência a sua família
12.4- Exercer influência no seu lar
XIII. O líder deve saber:
13.1- Suportar o fraco
13.2- Repreender o faltoso
13.3- Ouvir:
13.3.1- Queixas
13.3.2- Denúncias
13.4.- Controlar
13.4.1- Suas emoções
13.4.2- A irritabilidade
13.4.3- E não se deixar atrair por pessoas de outro sexo
13.4.4- Não exercer juízo sem antes ouvir o denunciado
XIV. O líder e seu ministério (Ele deve):
14.1- Ensinar
14.2- Pregar a palavra
14.3- Levar as pessoas a Cristo
14.4- Aconselhar
14.5- Suportar o sofrimento da Obra
14.6- Ser responsável no trabalho
14.7- Não atrair os discípulos após si
XV. O líder deve considerar que a sua grande responsabilidade dada pelo Senhor Jesus é:
CEADEMA
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15.1- Amar a Igreja
15.2- Honrar a Igreja
15.3- Defender a simplicidade da Igreja
15.4- Alimentar a Igreja com a Palavra de Deus
15.5- Preservar a santidade da Igreja
15.6- Conduzir a Igreja a pastos verdejantes
15.7- Dedicar seu tempo e talento à Igreja
15.8- Liderar a Igreja
15.9- Saber que vai dar conta diante de Deus das ovelhas entregues a ele
15.10- Atentar para as ovelhas fracas e doentes
15.11- Dar a sua vida pela Igreja
15.12- Pedir sempre a orientação do Espírito Santo, o Preparador da Igreja
XVI. A tarefa do líder
16.1- Alegrar e não entristece
16.2- Juntar e não espalhar
16.3- Pacificar e não contender
16.4- Consolar e não ferir
16.5- Curar e não enfermar
16.6- Orar e não murmurar
16.7- Exortar e não jogar pedras
16.8- Elogiar e não difamar
16.9- Ser humilde e não exaltado
16.10- Reconhecer quando erra e não deixar de pedir perdão
16.11- Ser propagador de vitória e não de derrota
16.12- Fazer resplandecer a luz e não as trevas
16.13"- Pôr coração sobre o gado" e não o desprezo
16.14- Ser cordato e não prepotente
16.15- Sentir o problema do irmão e não exorta-lo com falso ânimo
16.16- Ser sincero e não falso
16.17- Perdoar e não marcar
16.18- Transmitir alegria e não tristeza
16.19- Ser exemplo dos fiéis e não o escândalo
16.20- Reconhecer a capacidade e a vocação dos obreiros, aproveita-los e não extingui-los.
XVIII. O líder deve saber que a Igreja:
17.1- Depende do Senhor Jesus
17.2- É a única instituição que tem o caráter de Cristo
17.3- Não pode e nem de se parecer com o mundo

A ÉTICA DO LÍDER CRISTÃO

1. INTRODUÇÃO
-O líder cristão é responsável pelo que faz, primeiramente diante de Deus, depois, diante do discípulo, e finalmente, ante a sociedade em que vive. Deve pensar sempre no dom do liderado. Por exemplo, não deixar que cause prejuízo a si mesmo e aos outros: se a pessoa quer suicidar-se, o líder fará todo o possível para impedir que o faça, para isso é importante ver alguns princípios fundamentais acerca da ética, os quais são necessários aplicá-los e tê-los na mente em todo o momento.

2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ÉTICA
2.1. Guardar confidências:
- O líder deve ser considerado inviolável e não deve andar divulgando a ninguém nenhum aspecto da vida privada das pessoas.
- O buscar um aconselhamento em uma pessoa, é o ato humano que mostra a maior confiança possível em outra pessoa. É a pessoa dizendo: “Eu confio em você, estou certo de que posso abrir meu coração sem temer de ser traído, posso revelar minhas esperanças, meus medos, minhas fraquezas com completa confiança”. No caso em que o líder não possa aconselhar de forma devida o liderado, o que a situação ou problema lhe supera (problemas matrimoniais, familiares, econômicos, etc), deve informar unicamente ao seu (pastor ou superior) para que o caso seja devidamente atendido.

2.2. Evitar o contato físico, em especial nos casos de aconselhamento a pessoa do sexo oposto:
- Evitar tudo que possa produzir uma situação de sedução ou alimentar as emoções doentias, causando suspeitas, fofocas e intrigas. “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas” (Pv 22.1). O líder não deve ir sozinho à casa de uma mulher a quem não conhece, nem aconselhar uma mulher em seu automóvel. É de bom alvitre que: homens de Deus, ajudem (aconselhem) homens; e mulheres de Deus ajudem (aconselhem) mulheres. O fato do conselheiro (líder) ser um homem regenerado e ser um servo de Deus, não o livra de se sentir atraído por uma mulher a quem ele está aconselhando, ou vice-versa.
- Em regra geral, os líderes (pastores) prudentes aconselham as mulheres somente quando alguém está presente, e é logicamente a esposa do pastor que costuma acompanhá-lo.

2.3. Não usar o liderado para satisfazer seus próprios desejos:
- A curiosidade do conselheiro (líder), suas necessidades sexuais e o desejo de que outras pessoas dependam dele, são motivos que movimentam inconscientemente alguns conselheiros. Ao escutar do aconselhado: fofocas, intrigas, boatos ou detalhes muito íntimos da vida de alguém pode alimentar a curiosidade do conselheiro, mas não o ajuda absolutamente no processo de aconselhamento. Esta curiosidade pode desviar a atenção do conselheiro daquilo que é importante na conversação e fazer com que o aconselhado (liderado), ao perceber o que está acontecendo, perca o respeito e a confiança pelo conselheiro. O líder (conselheiro) deve reconhecer suas próprias debilidades e procurar ajuda do Espírito Santo para resistir a tais tentações.

2.4. Não esconder suas convicções cristãs:
- A fé ou a crença do líder cristão, deve influenciar tudo o que ele pensar ou fizer, inclusive no aconselhamento. Mais vale ser fiel a Deus e à sua Palavra, do que cair na graça do aconselhado, se a pessoa tiver que escolher entre as duas coisas. Portanto, o líder é responsável diante de Deus em indicar ao liderado a verdade bíblica que se relacione com o assunto considerado. Naturalmente, ele não deve impor a norma cristã. Por exemplo, não deve aprovar um aborto no caso de uma mãe solteira que fornicou e está grávida. Pode dizer-lhe: “A Bíblia ensina... e assim... cabe a você decidir o que fará. Mas você não acha que é conveniente obedecer à Palavra de Deus e contar com sua ajuda antes de fazer o que é contrário à Bíblia, por mais fácil que pareça, e levar assim o peso da consciência pelo resto da vida?”.
- É de capital importância que apresentemos a verdade bíblica com amor e humanidade, não para condenar o homem, mas para levá-lo a ser salvo pelo grande amor e misericórdia do Altíssimo. (Jo 3. 16-21).

2.5. Não tentar convencer o aconselhado a continuar recebendo conselho:
- É conveniente incentivá-lo a continuar, mas se a pessoa não quer mudar, é inútil aconselhá-la. Além do mais, o líder deve respeitar os desejos do liderado (aconselhado) e não deve obrigá-lo a fazer nenhuma coisa, mesmo argumentando que é para o bem da pessoa.

2.6. Reconhecer suas próprias limitações:
- Nenhum (líder) conselheiro pode ajudar a todos. Há situações muito difíceis, mesmo fazendo o possível é provável que não consiga o resultado esperado. È importante buscar ajuda, conselho, preparando-se espiritualmente para poder ser o mais eficiente possível, mas ainda assim poderá aparecer casos que é necessário enviar a pessoa a outros mais capacitados para atender.

2.7. Discernir a condição espiritual da pessoa:
- Há situações em que algumas pessoas estão enfermas mentalmente, e têm sido libertadas por meio da oração. Devemos reconhecer que existem casos de possessão demoníaca; às vezes é difícil distinguir um endemoniado de uma pessoa que tem problemas mentais. Em geral o endemoniado se diferencia quando o demônio fala através da pessoa, além de responder negativamente a oração e ministração, onde a presença de uma pessoa de fé e de poder espiritual o incomoda. Não podemos esquecer que ainda neste caso, estamos tratando com pessoas que necessitam serem libertas. Há pessoas que mesmo sendo ministradas várias vezes libertação, continuam nas mesmas condições; várias podem ser as causas: pecado oculto, falta de perdão, ódio, rancores, etc. É importante levar a pessoa a confessar sua situação, guiá-la em uma oração de sincero arrependimento, fazer renunciar àquelas situações ou práticas que provocaram este problema em sua vida, jogar fora toda atitude do inimigo, e convidar o Espírito Santo para que tome domínio dessa vida.

2.8. Cumprir com os compromissos e responsabilidades:
- A ética nos fala dos sentidos comuns de considerar o nosso próximo, mais importante do que aquelas coisas que nos desagradam ou ainda que não gostamos que nos façam; tampouco, devemos fazer com os demais em muitas ocasiões, e com isso, podemos chegar a causar desgostos incomuns por não assumirmos com responsabilidade nossos compromissos, como por exemplo: ser pontual, avisar com antecedência as mudanças de planos e horários, ser prudente e amável, etc. Estes fatores ajudarão a manter um bom estado de espírito com os que lhe rodeiam (liderados).

- Há muitas pessoas que se sentem ofendidas, detratadas, desanimadas e decepcionadas, em razão da forma como atuam ou procedem seus líderes. Lembre-se! Deus tem nos confiado a tarefa de liderar vidas “para que ninguém se perca”.

2.9. Ser comunicativo:
- O líder não só deve manter os canais de comunicação com os seus liderados, como também, com o seu líder superior. Muitos maus entendidos podem ser evitados através de uma comunicação fluente e adequada.

- A forma de conduzirmos, de atuar e proceder, dizem mais que as palavras. Como diz o pensador: “somos escravos daquilo que falamos através dos nossos lábios (boca), mas somos senhores do nosso silêncio”. É de suma importância que o líder atue com prudência, respeito e amor; portanto, daí a necessidade do líder viver e agir com maturidade cristã. (Pv 25.11).

- A Bíblia nos fala também, de não sermos um tropeço por nossa forma de proceder ou atuar, tanto para a vida pessoal, como para os que nos rodeiam (Mt 18. 6,7), e amar o nosso próximo como a nós mesmos (Mt 19. 19).

Abaixo seguem as DOZE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PARA A GESTÃO DE PESSOAS:

1- Cooperação e confiança mútua. Líderes observam aos seus colaboradores e cuidam para que haja cooperação. Ao detectar algum comportamento inadequado, imediatamente O GESTOR deve intervir. Comportamentos inadequados devem ser corrigidos mediante uma abordagem direta, clara e objetiva.

2- Tomada de decisão onde existe a competência. As mudanças devem ser preparadas e executadas desde que se assegure que as competências essenciais existam. Alguns funcionários são mais analíticos, outros são generalistas. No ambiente profissional existem funções que requerem perfis específicos e o mau líder pode não ter percepção para compreender os perfis dos funcionários e as necessidades das funções, podendo o implicar no comprometimento dos resultados.

3- Gerenciamento focado em resultado. Líderes centralizadores e preocupados em controlar todas as rotinas de seus subordinados demonstram incapacidade de formar uma equipe competente. Formar uma equipe competente, capaz de tocar a rotina de uma área, favorecerá que o líder se torne disponível para se voltar para os resultados mais importantes.

4- Avaliação de performance contínua e clara. Prover feed back contínuo aos membros de sua equipe é característica dos líderes. Mencionar aos seus colaboradores os pontos fortes observados irá contribuir para que tais pontos se fortaleçam ainda mais. Por outro lado, apontar as falhas ocorridas e as necessidades de melhora evitará reincidências futuras.

5- Comunicação franca. A abordagem do líder deve ser franca, direta e objetiva. A comunicação deve ocorrer sem grandes introduções e rodeios. Um líder não perde tempo e comunica francamente o que for necessário.

6- Informações compartilhadas. Hoje as grandes organizações expõem as suas visões, seus valores e metas nos murais. Dentro das áreas de uma organização, os gestores devem adotar papel semelhante,ou seja, não existe nada pior do que participar ativamente de um projeto e depois ser ignorado pelo seu superior.

7- Trabalhando com emoções e argumentos em situações de conflito. Diversos tipos de conflito ocorrem dentro de uma área de trabalho, como por exemplo, problemas entre os membros da equipe ou problemas de um membro da equipe com pessoas de outras áreas. Em situações de conflito, um líder deve procurar antecipar as reações e entender as emoções. Uma forma de intervir é efetuar indagações que sirvam para o colaborador controlar suas emoções e assumir comportamentos mais adequados. Exemplos de questões: Qual a conseqüência que esse problema pode acarretar? Como podemos evitar situações semelhantes no futuro?

8- Fazer uso de diversas opiniões, argumentos e diferentes culturas. A prática da democracia é difícil e todos os governos democráticos possuem defeitos, mas ainda não surgiu melhor sistema. As empresas precisam da prática da democracia, mas sem abrir mão de uma liderança forte e voltada para resultados.

9- Comprometimento com novas idéias. Muitas grandes idéias foram consideradas ridículas quando expostas pela primeira vez. Recriar o que existe visando eficiência e eficácia, rever processos para cortar o que não agrega valor, buscar sinergias, reduzir custos, são elementos que normalmente estão atrelados às novas idéias, logo, o gestor deve estar comprometido com novas idéias.

10- Identificar e destacar méritos. Certa ocasião um gerente recebeu uma carta parabenizando-o por um resultado alcançado em uma empresa onde ele havia pedido demissão há três meses - vejam até onde chegou a capacidade de reconhecer e destacar méritos do ex gestor desse gerente. Todo funcionário quer ter o seu mérito destacado. Um gestor que esconde os méritos de seus colaboradores e capitaliza somente para si os resultados estará agindo de forma individualista. Um gestor que identifica e destaca méritos de forma justa e imparcial, propiciará a sua equipe maior comprometimento, além de que melhorará o clima de trabalho.

11- Compartilhar e desenvolver parcerias. Desenvolver parcerias significa disposição para compartilhar responsabilidades, obrigações e méritos. Parceria é uma relação ganha-ganha onde o equilíbrio, a honestidade e a ética são elementos sempre presentes. Não existe a possibilidade de se tornar um líder sem compartilhar e desenvolver profundas relações de parcerias com o seu grupo de colaboradores e também com outras partes dentro e fora da empresa.

12- Comprometimento com liderança. O líder precisa ter consciência da responsabilidade que carrega e da necessidade de estar comprometido com a liderança. Um adequado comprometimento com a liderança se reflete em uma equipe forte, que trabalha motivada e que entrega resultados.

Conclusão: As competências essenciais relatadas esgotam as qualidades necessárias a um bom líder? A resposta certamente é não. A essas qualidades podemos juntar outras como ética, caráter e coragem. Ao analisarmos os líderes em atividade, notaremos que freqüentemente muitos desses atributos estão ausentes. As empresas fixam metas agressivas de crescimento, rentabilidade, dentre outras, mas deveriam, além disso, também mensurar, avaliar e buscar avanços no comportamento de seus gestores