Páginas

quinta-feira, 15 de julho de 2010

o que e maisimportante para um lider saber

“Clairto, o que é mais importante para o líder saber?” – Essa foi a pergunta de uma repórter para um noticiário. Então respondi: Ter plena consciência do impacto que sua liderança provoca sobre a vida das pessoas.
Um líder que identifica e compreende a dimensão e profundidade dos seus atos, firmará uma postura responsável pela melhoria de vida dos quais lidera. Para isso, precisará continuamente aprimorar suas habilidades e talentos em liderar pessoas a conquistarem benefícios coletivos, pois não poderá frustrar e nem machucar aqueles que nele confiam.
Neste contexto, grande é a responsabilidade de alguém que assume a liderança de entidades que representam interesses de um grande grupo, de uma coletividade. A postura do líder estará sob severo julgamento de todos. Também, há grande oportunidade nas mãos em desenvolver melhorias para todo um setor. Quando um líder governa com verdadeiros e nobres interesses em prol da coletividade, abnegando o egoísmo, o grupo o exaltará e a conquista será maior.
John Maxell, renomado escritor de liderança, tem uma afirmação inequívoca que “tudo sobre e tudo desce pela liderança”. Ora, se a chave é o líder, deve-se por prioridade desenvolvê-lo. Pena que a maioria comete a primeira falha da liderança: Considerar liderança como algo fácil, que todos já sabem. Duas perguntas:
– Qual nota você daria para sua capacidade de liderar?
– Qual nota você daria para seu conhecimento da língua portuguesa (gramática, redação e literatura)?
Geralmente a nota da primeira pergunta é superior ao da segunda. Fato contraditório, pois se em português que temos formação de base não somos bons, que diremos da liderança a qual não temos formação de base! A dura verdade é que não somos bons líderes, pois não tivemos instrução consistente e correta sobre a excelente liderança em nossa formação educacional. E os piores líderes (arrogantes e soberbos) julgam saber tudo.
O líder que defende os interesses de uma coletividade enfrenta o desafio de liderar algumas pessoas e organizações que nada agregam e muitas vezes atrapalham na construção do propósito coletivo.
Encerro com duas sugestões e uma pergunta importante para o líder associativista aumentar a eficiência na liderança de entidades associativas e superar o desafio acima citado.
Primeiro, Identifique os Predadores.
Segundo, Como Preservar-se dos Predadores?
Terceiro, Desenvolva os líderes que o acompanham. Inicie por conscientizá-los sobre o impacto que eles provocam sobre a vida das pessoas lideradas.

minha concepção a respeito de liderança

Bom eu tenho certeza que ser lider é vc dedicar sua vida com amor a tudo akilo que vc faz e as pessoas que vc lidera não da para brincar de ser lider e impor usas ideias contrarias as ideias de cristo nos temos que tomar essa perfeito modo de liderança e nos adaptar a ele que concerteza seremos bem sucedidos em todas as nossas areas ministerias de liuderança.
isso e o que eu penso:alexandre xavier

o lider cristão e o perigo da ambição

O Ministério Cristão é uma área de atuação potencializada pelo uso e exercício legítimo de dons e poderes, inclusive o poder de ordem espiritual concedido ao líder cristão. Pelo fato de estar sempre utilizando os dons e o poder que lhes foram outorgados por Deus, faz-se necessário que o líder esteja atento a algumas áreas vulneráveis e abertas à tentação, a fim de que não seja seduzido pela ambição. Até mesmo o Senhor Jesus foi atingido por Satanás nessas áreas de vulnerabilidade. Tais tentações procuram seduzir o homem em quatro diferentes aspectos:

1 - A Sedução do Imediatismo - “Manda que estas pedras se transformem em pães” - Mt. 4.3. Jesus estava com fome. “Supra a sua necessidade física”, foi a sugestão de satanás.

A tentação para ser imediatista visa atender às necessidades daquele momento, sem se preocupar com suas conseqüências. É uma tentação muito sutil, pode ser confundida até com um chamado divino, afinal, Deus quer que alimentemos o povo, quer que sejamos produtivos e eficientes em nosso trabalho. É preciso elaborar soluções de longo prazo, e evitar a todo custo a tentação de se obter sucesso fácil e imediato, pois o ministério cristão visa transformar vidas por meio da pregação e ensino sistemático da Palavra de Deus, e isso, às vezes, demanda tempo e muito esforço.

2 - A Sedução do Espetacular - “Então o diabo O levou à cidade Santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se tu és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: aos seus anjos ordenará a teu respeito, para que te guardem” - Mt. 4.5,6.

Somos seduzidos a crer que o culto realizado na igreja relevante, bonito, e só teve valor pelo fato de que o templo estava lotado. Convidamos celebridades que provocam uma corrida das pessoas às reuniões para se deslumbrarem com os convidados. E ainda nos gabamos exaustivamente de termos diversos horários de cultos. Nossa ânsia pelo espetacular é mais uma manifestação de nossa busca por identidade. Devemos envidar todo esforço necessário a fim de não fazermos uso indevido dos dons e do poder que Deus nos delega para promovermos espetáculos que não glorificam o nome de Jesus.

3 - A Sedução do Poder - “Levou-O ainda o diabo a um monte alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e lhe disse: Tudo isso te darei se prostrados me adorares” - Mt. 4.8,9.

Imaginamos que se não galgarmos posições e não formos influentes na política eclesiástica, nosso trabalho não será eficaz e relevante. A grande questão é se o nosso ministério está focado em Cristo e Sua glória. Se estivermos olhando para Jesus, não precisamos manipular circunstâncias, nem entrar em disputa pelo poder.

4 - A Sedução dos Ideologismos - Lc. 22.1-6 e Mt. 27.1-5.

É a constante tendência de se confundir e misturar o projeto do Reino de Deus com sonhos e projetos particulares, sobretudo humanos. Quando isso ocorre, tornamo-nos ideologisados e procuramos utilizar Deus e Seu poder para estabelecermos nossa visão pessoal. Judas Iscariotes projetou para Jesus seu sonho particular de libertar a Palestina do jugo de Roma. Acompanhou Jesus por três anos e meio e, não percebendo a vontade e deliberação do Nazareno em consumar esse seu plano, arquiteta a trama na tentativa de desencadear uma revolução contra Roma. Então, por causa de sua ideologia, Judas passou à história como traidor de Jesus. Certamente, não passaremos pela vida totalmente imunes a essas tentações, especialmente se formos conduzidos à posição de líderes influentes na obra do Mestre. Tais tentações são fortes pelo fato de atingirem nossa ambição. Quando percebemos que podemos servir ao Senhor com coração puro e autêntico, então somos verdadeiramente livres. Essa liberdade provocará uma alegria intensa em servir a Deus com um coração inteiramente consagrado a Ele. E essa será a nossa maior recompensa.

lidere a se mesmo antes de liderar alquem

Lembra quando você está angustiado por que não consegue integrar os membros da sua equipe e alcançar os resultados desejados? Ou quando não consegue obter de outro departamento o que ficou combinado e sua área está prejudicada? Quando seu filho parece andar fazendo tudo para lhe contrariar ? E, ainda por cima, você não está conseguindo equilibrar sua vida profissional com a tão sonhada qualidade de vida?
O que está em questão é a sua competência como líder. Mas quando se pensa em Liderança, a maioria da literatura e dos programas de treinamento parte do princípio que temos de nos capacitar para liderar ... os outros! Ensina-se a como comandar os outros, como motivá-los, como ser um chefe melhor, como se relacionar melhor com pessoas difíceis, com os filhos, etc. Sempre os outros, como se o foco da liderança residisse nos liderados.

Nada de errado em tentar liderar melhor os outros. O problema é que técnicas e receitas de liderança não surtirão o efeito desejado se você não adquirir uma competência fundamental para o seu sucesso como líder: antes de pretender liderar os outros, aprender a liderar a você mesmo.

Importante que você adquira a atitude de liderar-se. Isso implica em liderar suas emoções, seus ímpetos, suas deficiências e saber suplementá-las com pessoas de sua equipe ou com parceiros na sua vida pessoal. Mas isso só será possível se você tiver uma elevada dose de auto-conhecimento.

Por exemplo, se você se conhece bem e já sabe que é do tipo executor, que não planeja muito as ações e de certa forma atropela as circunstâncias no afã de realizar os resultados que deseja, nada melhor que ter em sua equipe uma ou duas pessoas que sejam mais do tipo planejadoras e contrabalancem essa sua característica pessoal. Mas, se, pelo contrário, você for um líder que prima mais pelo planejamento detalhado e não está conseguindo realizar as metas que são esperadas de sua equipe, contrate pessoas mais realizadoras, do tipo artilheiro, aquelas que fazem gols e garantem os resultados do time, mesmo que não sejam tão qualificados como você gostaria.

O líder precisa aprender a liderar a si próprio também no que diz respeito a suas emoções. Isso se revela com clareza na hora de dar feedback a membros de sua equipe ou a familiares. Se você tem o chamado pavio curto e explode com facilidade quando algo não está indo de acordo com o que deseja, importante ter consciência disso e se disciplinar para avaliar desempenho dos outros ou para tentar ajustar o comportamento dos seus liderados, em vez de simplesmente dizer tudo que vem a cabeça e destruir a auto-estima dos que o cercam. Aprenda a reconhecer o que outros fazem de correto, valorize suas pequenas vitórias, use o seu ímpeto e arroubos emocionais mais nos momentos de feddback positivo, quando couber.

Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas. Atitudes perante outros, mas também perante a si mesmo. A disciplina 1.0 da Liderança deveria ser: Antes de Liderar os outros, aprenda a liderar a si mesmo. Mas isso não se ensina apenas em escolas...


Por César Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)

sete erros que deve-se evitar

Você acha que não comete nenhuma falha ao transmitir mensagens a sua equipe? Talvez seja boa ideia repensar isso depois de ler o artigo abaixo. Por Stever Robbins*

Erro nº 1. Fazer anúncios controversos sem preparar o terreno antes

Qualquer decisão minimamente polêmica pode disparar o gatilho dos rumores, da ansiedade e da resistência em uma empresa. Uma forma simples de abordar isso é preparar as pessoas uma por uma, ver quem será contra a nova decisão e por quê. Veja suas preocupações, incertezas e críticas, e construa planos para manter o projeto vivo.

Erro nº 2. Mentir

Algumas mentiras ou verdades parciais fazem sentido no mundo corporativo, até porque certos tópicos precisam mesmo permanecer confidenciais enquanto em discussão. Mas tome muito cuidado, se as pessoas acharem que mentiu, perderão a confiança em você para sempre. Em vez de mentir, treine-se para responder vagamente toda vez que lhe indagarem sobre assuntos confidenciais ou sensíveis.

Erro nº 3. Ignorar a realidade do poder

Quanto mais poder você tiver, menos vão informá-lo dos problemas. Essa redoma de vidro em torno dos chefes é da natureza humana. Portanto, se quiser uma análise realista dos problemas, busque as más notícias. Seja receptivo a elas. Deixe claro aos mensageiros que quer ouvi-las.

Erro nº 4. Subestimar a inteligência da plateia

Pular os assuntos por achar que as pessoas não vão entendê-los é sempre uma tentação no ambiente corporativo. Mas isso é um tiro n’água. Se você acha que as pessoas não conseguirão acompanhar alguma coisa, lembre-se de que é seu dever explicá-la a elas.

Erro nº 5. Confundir processo com resultado

Você prometeu a sua equipe um aumento de 7%, mas a direção da empresa só conferiu 3%. Você lutou para elevar esse teto e conseguiu chegar aos 4%. Mas seu pessoal não valorizou isso, pelo contrário; mostrou-se ressentido. E você também se ressentiu da insensibilidade deles em relação a sua briga.

É fácil confundir processo com resultado na hora de estabelecer metas, de remunerar e de avaliar. Você prometeu à equipe um resultado e é isso que eles cobrarão de você .

Erro nº 6. Usar formas de comunicação inadequadas

O e-mail é uma grande ferramenta para troca de informações, mas não o utilize em questões emocionais; é muito fácil a mensagem perder o rumo. Sempre lide com situações delicadas pessoalmente ou por telefone.

Erro nº 7. Ignorar atos de omissão

O que você não diz pode ecoar tão ou mais alto que o dito. Se um líder não elogia ninguém, por exemplo, seus subordinados podem tomar isso como falta de apreciação. Erros de omissão são difíceis de perceber. Portanto, reveja seus principais objetivos e a comunicação necessária para alcançá-los.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O CARÁTER DO LÍDER QUE DEUS USA

a primeira característica de um líder que Deus usa , é a santidade. Vimos que “Deus convoca seus filhos à santidade quando aconselha: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16, Lv. 11.44 e 19.2). O padrão de santidade para o povo de Deus e para os seus líderes é a sua própria santidade e isso é o que leva as pessoas a descreverem um líder como “homem de Deus”.

Desta feita, abordaremos outra característica do líder usado por Deus. Muitos usam a expressão “cheio do Espírito” para designar uma pessoa barulhenta, todavia, barulho não é sinal de rio profundo, ao contrário, é próprio dos pequenos riachos.
Em Atos 6.3 encontramos o requisito para aqueles líderes que deveriam cuidar da distribuição diária (diaconia). A escolha recaiu naqueles homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo.
Mas ser cheio do Espírito Santo não é algo que interessa somente aos líderes. Paulo escrevendo aos Efésios recomenda: E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.
O meu amigo e irmão em Cristo, o teólogo e Pastor Elias Croce interpreta de forma prática e objetiva essa expressão “enchei-vos” e que no Grego “Plerusthe” significa “ide vos enchendo” dando idéia de progressividade nesse enchimento.
Faz o comentarista um paralelo entre o vinho e o Espírito Santo, realçando o benefício para quem se enche do Espírito Santos.
"Enchei-vos", (Ide vos enchendo)...
O Contraste entre o vinho e o Espírito:
a)O vinho degenera - a) o Espírito eleva;
b) O vinho conduz ao deboche - b) o Espírito enobrece;
c) O vinho nos torna bestiais c) o Espírito nos torna celestiais;
d)O vinho causa destruição d) o Espírito constrói.
O Espírito nos faz refletir a glória do Senhor como um espelho (2 Co 3.18). Esse enchimento deve ser contínuo e crescente.
Do Espírito: O Instrumento desse enchimento. O verdadeiro enchimento produz vida cristã triunfante. (Fruto do Espírito, Gal 5.).
Além dessa vida cristã abundante, frutífera e centrada na Graça de Deus, o líder cheio do espírito Santo apresenta três particularidades: Primeiro ele salta de uma vida de medo de falar a verdade e dele se apodera coragem e valentia, não para desafiar os outros, mas para falar intrepidamente como João Batista, como Pedro no Sermão de Pentecostes (Atos
Estevão foi um dos sete que convenceu a igreja de Jerusalém que ele estava cheio “cheio do Espírito”. É surpreendente a tremenda coragem com o qual expressou sua interpretação do Antigo Testamento com relação a Jesus como Messias, assinala o Ver.. Russel Shedd. Estevão sabia que poderia ser morto, como acabou acontecendo, porém, não se acovardou.
O espírito de medo e a liderança não combinam.
Em segundo lugar, o enchimento do espírito e encontrado no zelo e poder evangelístico que Filipe demonstrou em Samaria quando atraia multidões para a mensagem por ele proclamada e que apresentava a Jesus Cristo e muitas pessoas possessas eram libertas da possessão demoníaca e os demônios ao serem expulsos gritavam.
Pense em qualquer dos líderes que revolucionaram o mundo com a pregação do evangelho de Cristo com suas vidas piedosas e com a ação sobrenatural de Deus em todas as suas realizações e certamente concluirá que se tratavam de pessoas cheias do Espírito Santo.
Em terceiro lugar a plenitude do Espírito Santo significa que o líder não é alguém que age sozinho, mas que é assistido divinamente. Cristo disse que o Espírito Santo nos ajudaria e nos faria lembrar de todas as coisas. Todo verdadeiro líder na igreja de Cristo, é guiado pelo Espírito (Rm 8.14).
Que Deus ajude a cada um de nós a buscar essa plenitude do Espírito Santo para que através de uma vida exemplar e plena de virtudes, possa levar as pessoas a glorificarem o Pai por causa das boas obras que contemplam.
***Estudo baseado no livro: O líder que Deus Usa – Russel P. Shedd – Edições Vida Nova.

PROCURA-SE UM CORAÇÃO EM CHAMAS

Wesley L. Duewel
Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.
“A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”
Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.
Samuel Chadwick, o falecido presidente do Cliff College, da Inglaterra, era uma “sarça ardente”. A partir do momento em que ficou cheio do Espírito, “milagres da graça divina eram realizados através da influência de uma vida que passou a ser incendiada pelo fogo de Deus”. Francis W. Dixon conta como “o poder de sua pregação e a influência moral dos membros de sua igreja foram tão poderosos, que o próprio Chefe de Polícia reconheceu publicamente como a cidade inteira ficara livre de crimes pela influência de homens e mulheres que haviam sido incendiados pelo amor de Deus”.
Dizem que uma vez um colega pastor perguntou a John Wesley, mensageiro do coração ardente, o que devia fazer para aumentar sua igreja. Ele respondeu: “Se o pregador estiver em chamas, todo o mundo virá para vê-lo queimar”.
Um dos biógrafos de Wesley o descreveu como um homem “sempre ofegante, correndo sem parar atrás das almas perdidas”. No túmulo de Adam Clarke, um dos primeiros estudiosos metodistas e um discípulo de Wesley, estão inscritas estas palavras: “Vivendo para os outros, fui totalmente consumido”.
Há um século, T. DeWitt Talmage escrevia: “Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus”. Essa descrição continua tão válida hoje quanto naquela época.
Alguns anos atrás, quando a Polônia vivia sob o regime comunista, um soldado polonês comentou com o Dr. Harold John Okenga: “Existe na Polônia uma corrida entre o comunismo e o cristianismo. Aquele que conseguir transformar sua mensagem em uma chama de fogo ganhará”.
Um cristianismo sem paixão não conseguirá apagar as chamas do inferno. Para combater o fogo de uma floresta é necessário iniciar um outro incêndio para ir ao seu encontro. Um líder apático nunca conseguirá inflamar os outros. E um líder jovem sem ardor, como poderá acender a chama no coração dos outros jovens? Enquanto não formos inflamados, não conseguiremos alcançar o coração das pessoas. O bispo Ralph Spaulding Cushman orava:
Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
Enquanto o mundo perece, nós, indiferentes,
Seguimos o nosso caminho
Sem rumo, sem paixão, dia após dia
Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
Não há uma necessidade maior que essa em nossas igrejas e escolas hoje. Não basta ter uma fé cristã e bíblica; temos de ser possuídos por Cristo, totalmente tomados por seu amor e sua graça, inteiramente inflamados por seu poder e glória. Cada pequenina parte do nosso ser, como diz certo hino do passado, precisa estar incandescente com o fogo divino. Não é suficiente ter a lenha, não é suficiente ter o altar, não basta ter o sacrifício – precisamos do fogo! Oh, fogo de Deus, desce novamente sobre nós! Faz-nos arder, Senhor, inflama-nos totalmente!
Se quisermos ser uma força irresistível para Deus, no lugar onde ele nos colocou, precisaremos do batismo de fogo do Espírito Santo. Se quisermos despertar nossas igrejas sonolentas, precisaremos que aquele fogo, que veio sobre cada um que esperava no cenáculo no dia de Pentecostes, desça agora sobre nós. Você precisa disso, e eu preciso disso.
Num comovente artigo, intitulado “Queima Incessantemente, Fogo de Deus”, T. A. Hegre escreveu: “É de fogo que precisamos, fogo para derreter nossas emoções geladas e passivas, fogo para nos impelir a fazer algo em favor daqueles que descem diariamente à sepultura sem Cristo. Incontáveis milhões estão morrendo sem que ninguém lhes tenha falado do Evangelho, porque nós cristãos estamos apagados. Precisamos de fogo, do fogo do Espírito!”
Não precisamos de fogo fanático ou humano, que não glorifica o nome santo do Senhor. Precisamos é do fogo sagrado, daquele fogo que o Espírito traz e que usa para nos batizar. Precisamos do fogo e do zelo da igreja primitiva, quando praticamente todos os cristãos estavam prontos, se necessário fosse, a se tornarem mártires por Cristo.
Num sermão contundente, John R. Rice censurou nossa falta de fogo. “Ouçam, não são os pecadores que são duros. O problema de dureza está no coração dos pregadores. Os professores das escolas bíblicas, os diáconos, os obreiros e os superintendentes é que são duros. É mais fácil salvar uma alma e converter um bêbado ou uma prostituta do que inflamar um pregador para ganhar almas.”
George Whitefield foi grandemente usado por Deus, junto com John Wesley, quando viraram a Inglaterra de ponta-cabeça e, pela graça de Deus, evitaram que as Ilhas Britânicas passassem por uma réplica da Revolução Francesa. Diziam a respeito de Whitefield: “Desde o tempo em que começou a pregar, ainda garoto, até à hora de sua morte, nunca deixou que sua paixão se abatesse. Até o final de sua notável carreira, sua alma foi como uma fornalha ardente de dedicação em favor da salvação dos homens”.
Sua alma como uma fornalha ardente! Ah, aqui está o segredo! O problema trágico é que estamos tentando conduzir o povo de Deus com corações que nunca foram inflamados ou que perderam o ardor. Elias orou até o fogo descer sobre o monte Carmelo. E, então, os apóstatas caíram de joelhos e clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).
Pode o fogo da Shekiná, que fez chamejar a sarça no deserto, atear fogo em nossos corações, até que sejamos sarças ardentes por Deus? (Êx 3.1-3). O fogo da Shekiná no monte Sinai difundiu-se pelo corpo de Moisés até que sua face refletisse a glória de Deus (Êx 34.29,30). Podemos nós nos aproximarmos de Deus até que o fogo da Shekiná comece a transfigurar nossos vasos de barro e as pessoas possam ver o reflexo da glória de Deus sobre nós e em nós?
Pode o fogo da Shekiná, que Ezequiel viu afastar-se passo a passo de Israel, voltar para nós hoje? (Ezequiel, capítulos 10,11). Ele voltou sobre os 120 que se encontravam no mesmo lugar, no cenáculo (At 2.1-21). Se precisássemos passar dez dias para buscar a face de Deus, seríamos mais do que recompensados se no final fôssemos inflamados por ele.
Mas esse batismo não vem por meio de esforços, méritos ou simulações. Só Deus pode batizar com fogo. Só Deus pode enviar a Shekiná. Só Deus pode satisfazer suas necessidades e as minhas. Já labutamos muito tempo sem esse fogo. Temos ficado muito aquém da glória de Deus, por causa da falta dele. Temos deixado nossas igrejas praticamente impassíveis, inalteradas, por falta da chama.
Nós não podemos acender esse fogo. Não podemos criá-lo por nós mesmos. Mas podemos humilhar-nos diante de Deus, com toda a honestidade e lisura, e confessar nossas carências. Podemos buscar a face de Deus, até que sua poderosa lanterna alumie nossos corações e nossas vidas e mostre o que neles nos impede de sermos capacitados e cheios de sua vida.
O fogo santo de Deus desce somente sobre os corações preparados, obedientes e famintos. Talvez a necessidade que está por baixo de todas as necessidades é que não estamos suficientemente famintos ou sedentos, nem somos intensos em nosso desejo.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).