Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho transgredido a ordem do SENHOR e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz.
Agora, pois, rogo-te perdoa o meu pecado; e volta comigo, para que adore ao SENHOR.
Porém Samuel disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do SENHOR, já te rejeitou o SENHOR, para que não sejas rei sobre Israel.
E virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou pela orla da capa, e a rasgou.
Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu
domingo, 11 de julho de 2010
palavra do dia
Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás.
2 Samuel 12:13
Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.
1 João 3:6
2 Samuel 12:13
Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.
1 João 3:6
sexta-feira, 9 de julho de 2010
a paixão de um lider
Viver com paixão não é uma eleição… é um dever, um mandato de Deus. A paixão é essa efervescência que emerge de nosso interior, é uma lei de vida, pois neste cenário global tão dinâmico tudo troca vertiginosamente, e a provocação de triunfar é cada vez maior. Paixão é a euforia que suporta à ruptura de paradigmas, a procurar outros horizontes, a descobrir outras fórmulas e estratégias, a criar novos modelos de liderança e participação, pois o conhecimento não se detém, é evolução, e se requerem Líderes que possam administrar a mudança e criar o futuro promissório.
Em efeito, deve haver paixão no homem que se arrisca sem condição, que desdobra suas asas para descobrir o mundo que há em seu redor, esse que infelizmente muitos não divisam, pois não se atrevem a voar e deixam acontecer os melhores anos de suas vidas cobertos pelas cinzas dos braços da tristeza, o conformismo e a elementalidade. Mortos antes de morrer, ignorantes de seu grande potencial, alheios às emoções e negados a despertar.
Não obstante, os fazedores de hoje, tal como os de ontem, escolhem ser ganhadores. Deixam-se levar pelo ímpeto do fazer, por ter um propósito, uma visão, um caminho definido por percorrer. Sabem que são importantes, conhecem sua missão e não há obstáculos nesta vida que os detenha em sua ação. A paixão pelo que fazem dá credibilidade a suas ações, fortalece as palavras e a convicção dos gestos e atitudes. É a força que os empurra para que possam chegar, quando são muitos os escolhos que tenham que saldar. É a energia dos líderes e de todos os que queiram realizar aqueles sonhos que se empenham em cristalizar. A paixão é esse bálsamo que mitiga o cansaço ou a dor, é esperança, arrojo, obstinação. É levantar-se detrás de cada engano, porque cada fracasso os aproxima mais ao êxito e fortalece a gestão.
Definitivamente, a vida sem paixão não é vida. É noite sem manhã, sem sons, sem cores, sem sentido, como quem está condenado só a existir, e não procura nada mais, pois acredita que está destinado, que essa é sua inexorável condição e não compreende que a diferença entre um ser vivo na aparência e um vibrante em realidade, estriba na emoção, no brilho dos olhos e o falo pelos cotovelos do coração.
Não existe dúvida alguma que viver com paixão é o que nos faz protagonistas de nossas ações e alpinistas de nosso topo particular. A paixão é o que impulsiona ao caminhante, ao que sonha acordado, para agüentar sua realidade, ao que é capaz de dar a vida por um ideal ou a verdade. É o arrebatamento ou o entusiasmo, para fazer com que as coisas aconteçam, para nos atrever a navegar, mesmo que os tempos sejam tormentosos e a nave esteja propensa a naufragar. O líder apaixonado compromete a sua gente à ação, converte os seus seguidores em verdadeiros líderes agentes de mudança, porque injeta confiabilidade e um férreo caráter.
A paixão é energia, é motivação. É o elixir dos triunfadores, dos líderes da mudança e a ação. São os líderes apaixonados os que transformaram ao mundo, quem tem criado valores e movido a consciência da gente. E você… tem paixão?
Em efeito, deve haver paixão no homem que se arrisca sem condição, que desdobra suas asas para descobrir o mundo que há em seu redor, esse que infelizmente muitos não divisam, pois não se atrevem a voar e deixam acontecer os melhores anos de suas vidas cobertos pelas cinzas dos braços da tristeza, o conformismo e a elementalidade. Mortos antes de morrer, ignorantes de seu grande potencial, alheios às emoções e negados a despertar.
Não obstante, os fazedores de hoje, tal como os de ontem, escolhem ser ganhadores. Deixam-se levar pelo ímpeto do fazer, por ter um propósito, uma visão, um caminho definido por percorrer. Sabem que são importantes, conhecem sua missão e não há obstáculos nesta vida que os detenha em sua ação. A paixão pelo que fazem dá credibilidade a suas ações, fortalece as palavras e a convicção dos gestos e atitudes. É a força que os empurra para que possam chegar, quando são muitos os escolhos que tenham que saldar. É a energia dos líderes e de todos os que queiram realizar aqueles sonhos que se empenham em cristalizar. A paixão é esse bálsamo que mitiga o cansaço ou a dor, é esperança, arrojo, obstinação. É levantar-se detrás de cada engano, porque cada fracasso os aproxima mais ao êxito e fortalece a gestão.
Definitivamente, a vida sem paixão não é vida. É noite sem manhã, sem sons, sem cores, sem sentido, como quem está condenado só a existir, e não procura nada mais, pois acredita que está destinado, que essa é sua inexorável condição e não compreende que a diferença entre um ser vivo na aparência e um vibrante em realidade, estriba na emoção, no brilho dos olhos e o falo pelos cotovelos do coração.
Não existe dúvida alguma que viver com paixão é o que nos faz protagonistas de nossas ações e alpinistas de nosso topo particular. A paixão é o que impulsiona ao caminhante, ao que sonha acordado, para agüentar sua realidade, ao que é capaz de dar a vida por um ideal ou a verdade. É o arrebatamento ou o entusiasmo, para fazer com que as coisas aconteçam, para nos atrever a navegar, mesmo que os tempos sejam tormentosos e a nave esteja propensa a naufragar. O líder apaixonado compromete a sua gente à ação, converte os seus seguidores em verdadeiros líderes agentes de mudança, porque injeta confiabilidade e um férreo caráter.
A paixão é energia, é motivação. É o elixir dos triunfadores, dos líderes da mudança e a ação. São os líderes apaixonados os que transformaram ao mundo, quem tem criado valores e movido a consciência da gente. E você… tem paixão?
quarta-feira, 7 de julho de 2010
liderança como um processo social
A Liderança é tida por alguns teóricos como um processo social, uma relação entre seres humanos que é constítuida e influenciada por 4 fatores.
1. - Missão.
Missão é o objetivo ou tarefa que o líder e o liderado devem cumprir, é o objetivo da equipe de trabalho. A missão pode ser classificada de duas formas.
1.1 - Missão Moral.
A Missão Moral é aquela em que o líder estabelece um missão pra seus liderados, mas não estabelece uma recompensa material, a recompensa para o cumprimento da tarefa seria a própria meta alcançada. O líder que consegue estabelecer uma missão moral para com seus liderados é chamado de líde carismático.
1.2 - Missão Cauculista.
É o tipo de missão em que o líder estabelece uma meta e uma recompensa material. O líder desssse tipo de missão é chamado de líder transacional.
2- Líder.
É a pessoa que deve exercer uma influência sobre os colaboradores para que os mesmos alcancem uma meta, que deve dar motivação e inspiração para seus liderados.
Os teóricos costumam dizer que uma pessoa pode se tornar líder por 3 fatores.
2.1 - Traços de Personalidade.
É o líder que nasce com alguns traços que se transformam em uma tendencia para liderar, entre eles, determinação e autoconfiança.
2.2 - Necessidade de Poder.
É o líder que tem necessidade de estar no comando. Pode ser por satisfação pessoal, de liderar os seus colaboradores, ou por satisfação coletiva, de alcançar um meta que promova a todos, líder e liderados.
2.3 - Complexo de Habilidades.
Trata a liderança como um complexo de habilidades a ser desenvolvidas por alguém que deseja ser líder, como por exemplo, a comunicação.
3- Liderado.
O líderado é quem vai colaborar com o líder para que o líder alcance o objetivo desejado. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o liderado também exerce influência sobre o líder, na forma de legitimação da sua liderança. Um líder nunca é um bom líder sem a aprovação dos liderados.
Os liderados podem ser classificados de duas formas, segunda suas motivações:
3.1 - Liderados Fiéis.
São aqueles que se deixar ser comandados por um líder por possuírem a mesma ideologia ou opinião. Em troca eles exigem obrigações do líder, como por exemplo, que o líder mantenha a mesma ideologia sempre.
3.2 - Liderados Mercenários.
São aqueles que se deixam ser comandados por interesses materiais. Exigem em troca da sua colaboração no trabalho em equipe recompensas físicas.
4 - Conjuntura.
É o ambiente em que esse processo de liderança ocorre. A Conjuntura sofre influência temporais, geográficas, culturais, e assim influência o processo social da liderança.
1. - Missão.
Missão é o objetivo ou tarefa que o líder e o liderado devem cumprir, é o objetivo da equipe de trabalho. A missão pode ser classificada de duas formas.
1.1 - Missão Moral.
A Missão Moral é aquela em que o líder estabelece um missão pra seus liderados, mas não estabelece uma recompensa material, a recompensa para o cumprimento da tarefa seria a própria meta alcançada. O líder que consegue estabelecer uma missão moral para com seus liderados é chamado de líde carismático.
1.2 - Missão Cauculista.
É o tipo de missão em que o líder estabelece uma meta e uma recompensa material. O líder desssse tipo de missão é chamado de líder transacional.
2- Líder.
É a pessoa que deve exercer uma influência sobre os colaboradores para que os mesmos alcancem uma meta, que deve dar motivação e inspiração para seus liderados.
Os teóricos costumam dizer que uma pessoa pode se tornar líder por 3 fatores.
2.1 - Traços de Personalidade.
É o líder que nasce com alguns traços que se transformam em uma tendencia para liderar, entre eles, determinação e autoconfiança.
2.2 - Necessidade de Poder.
É o líder que tem necessidade de estar no comando. Pode ser por satisfação pessoal, de liderar os seus colaboradores, ou por satisfação coletiva, de alcançar um meta que promova a todos, líder e liderados.
2.3 - Complexo de Habilidades.
Trata a liderança como um complexo de habilidades a ser desenvolvidas por alguém que deseja ser líder, como por exemplo, a comunicação.
3- Liderado.
O líderado é quem vai colaborar com o líder para que o líder alcance o objetivo desejado. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o liderado também exerce influência sobre o líder, na forma de legitimação da sua liderança. Um líder nunca é um bom líder sem a aprovação dos liderados.
Os liderados podem ser classificados de duas formas, segunda suas motivações:
3.1 - Liderados Fiéis.
São aqueles que se deixar ser comandados por um líder por possuírem a mesma ideologia ou opinião. Em troca eles exigem obrigações do líder, como por exemplo, que o líder mantenha a mesma ideologia sempre.
3.2 - Liderados Mercenários.
São aqueles que se deixam ser comandados por interesses materiais. Exigem em troca da sua colaboração no trabalho em equipe recompensas físicas.
4 - Conjuntura.
É o ambiente em que esse processo de liderança ocorre. A Conjuntura sofre influência temporais, geográficas, culturais, e assim influência o processo social da liderança.
"O caráter é superior ao intelecto."
Ralph Waldo Emerson
É impossível pensar em líderes íntegros sem refletir sobre o caráter que esses devem ter.
De forma bem simples caráter são princípios. É o conjunto de qualidades éticas resultam na formação moral de uma pessoa. Líderes íntegros precisam ter princípios corretos. Princípios são aprendidos. Assim sendo, o caráter é construído através de um aprendizado, uma disciplina do espírito que depende do esforço individual, dos meios culturais à disposição dos indivíduos e da ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas. Construir um caráter requer que nos foquemos em nossos valores e ações. Requer mudanças que passam pela transformação do pensamento - e isso é absolutamente difícil, pois acarreta a abrirmos mão de atitudes contrárias à vontade de Deus, ao tempo de tomarmos posições coerentes com a nossa fé e doutrina, de termos forças crescente para buscar idéias e conhecimentos novos a serem adquiridos.
Aqui está o grande desafio! Três razões que justificam essa afirmativa:
1. Os princípios do nosso tempo são essencialmente humanistas;
2. Sabemos que somos pecadores e que o que queremos isso não fazemos e o que não queremos isso fazemos, conf. Rom.7.19. Somos profundamente afetados pela realidade que nos cerca. Existem vários exemplos dignos de serem citados de pessoas na Bíblia que nos demonstram traços positivos em seus caráteres. Por exemplo: A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão.
Mas é claro que todos nós sabemos dos traços negativos dos personagens citados, como somos sabedores de todo o processo de aprendizagem que eles tiveram que experimentar para poderem ser transformados. Sabemos que o nosso padrão absoluto sempre será Jesus. Ele é o nosso alvo. Nosso caráter precisa ser o mais próximo de Jesus.
Para esta palestra quero usar a vida de Abraão como ponto de partida para a nossa reflexão.
A vida de Abraão mostra que qualquer pessoa escolhida por Deus para liderar pode ter falhas de caráter, a questão é se, durante a sua trajetória, ela permite que Deus ajuste o seu caráter ao dele.
Abraão foi um líder que obedeceu a Deus, deixando tudo para trás por causa de uma visão do Senhor. No entanto...
Ele foi um homem que entregou sua esposa duas vezes para outro homem, mentiu, (Gn 12.10-20; 20 1-7) aceitou gerar um filho com uma serva de sua esposa, (Gn16.1-2) e ainda teve de ouvir de um ímpio que ele era um mentiroso (Gn 21.23).
O episódio da morte de Sara mostra os ajustes que Deus havia feito no caráter de Abraão. Havia algumas falhas no caráter de Abraão que foram sendo corrigidas com o tempo.
Depois que Abraão foi chamado de mentiroso por Abimeleque, na negociação dos poços de água, (Gn 21:25) a bíblia não menciona nenhuma fraqueza do seu caráter.
Ao contrário, Abraão faz questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa. (Gn 24:4-20).
1. Temos que aprender a firmeza de caráter na adversidade.
"Abraão desceu ao Egito". Ás vezes tomamos decisões erradas pressionados pelas adversidades. Abraão estava vivendo uma situação geral difícil. Seus problemas incluíam uma esposa estéril, a separação de seus parentes, e ainda uma terra seca que não produzia nada. A Bíblia diz em Pv 14:12. "Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".
Abraão precisava manter-se fiel à direção divina para que as coisas dessem certo e, infelizmente, não conseguiu mediante o medo. È sempre perigoso quando sentimos medo sairmos da direção divina e passarmos a dirigir a nossa própria vida. O caminho para o Egito é sempre ilusório e termina em frustração.
As conseqüências foram às seguintes:
1. O Faraó repreende Abraão.
2. O profeta Abraão é forçado a ouvir Deus através de Abimeleque - ou seja, neste contexto, Abimeleque é o profeta para com Abraão, e não o contrário.
3. Enquanto Abraão esteve fora da vontade de Deus e em terra estranha, não conseguiu construir nenhum altar ao Senhor, como fizera antes. A Bíblia declara que o "ministério da fé é guardado em uma pura consciência".( Hb 10:22)
4. O “outro” recebeu as conseqüências do caráter de Abraão. (Gn 20:3,17-18).
5. Uma família desajustada.
O líder cristão também tem conseqüências em sua vida quando possui traços negativos em seu caráter.
Quais os caminhos de aprendizagem que precisamos trilhar para que o nosso caráter seja aprovado por Deus?
Entre outros penso que quatro caminhos:
1. Temos que aprender que o caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter.
O caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter
Quando vivemos um tempo de devoção, estamos nos aproximando de Deus e neste ato o nosso caráter vai sendo trabalhado. Em João 15:5, Jesus diz: “sem mim, nada podeis fazer”. Deus disse assim para Abraão: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ele não disse “sê perfeito e anda na minha presença”.
Creio que na medida que vamos andando com Deus, Ele vai moldando o nosso caráter, transformando a nossa vida. Mas não creio que é pelo fato de termos um bom caráter é que temos também necessariamente uma boa vida devocional, mas é certo que quando temos uma boa vida devocional, temos um bom caráter. Falo de uma vida devocional que não seja só de oração e leitura da Palavra, mas, de fato, uma vida de andar com Deus. A Bíblia diz que Enoque andou com Deus... E alguém anda com Deus não porque é perfeito, mas para que possa vir a ser perfeito. Ficamos melhor quanto mais andamos com Deus... A vida cristã não é algo que vem fabricado. O caráter vai sendo trabalhado dia a dia, é um processo.
2. Temos que aprender que o caráter somente é transformado plenamente em Cristo Jesus.
É somente na pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9). Em Cristo o quer e o efetuar se harmonizam e agem através de ações concretas que demonstram verdadeiramente os princípios de Deus. Moody disse que “caráter é o que o homem é na obscuridade”. Por isso necessitamos do sangue de Jesus em nossas vidas.
3. Temos que aprender que não há atalhos para o forjar do caráter de Deus em nossas vida e ministério.
Abraão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abraão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.
Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito foi uma tentativa de Abraão de encurtar o teste da fome. Deus forçou Abraão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abraão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai.
Nós podemos desviar do caminho para o qual Deus nos chamou a andar? Podemos, é claro, mas o caminho nunca será fácil. E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Não podemos destruir os propósitos e planos de Deus para a nossa vida.
4. Temos que aprender a pedir perdão pelos pecados formados por um caráter distante da vontade de Deus.
Precisamos confessar as fraquezas de nosso caráter. Fred Smith em seu livro O Impacto da Liderança com Integridade diz o seguinte: "A confissão clareia e limpa nosso caráter" (pág 50). E isso certamente deve acontecer em nossas vidas. O caráter de um líder cristão deve ser puro e a pureza vem sempre com a transparência. Devemos lembrar que quando confessamos o que há de errado em nós somos obedientes e a obediência constrói o caráter de uma pessoa de Deus. Quando alguém possui um coração arrependido sinceramente diante de Deus isso faz com que ele caia no erro e fique preso no pecado.
Quero terminar esta palestra com uma frase: "O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado." Helen Keller.
É impossível pensar em líderes íntegros sem refletir sobre o caráter que esses devem ter.
De forma bem simples caráter são princípios. É o conjunto de qualidades éticas resultam na formação moral de uma pessoa. Líderes íntegros precisam ter princípios corretos. Princípios são aprendidos. Assim sendo, o caráter é construído através de um aprendizado, uma disciplina do espírito que depende do esforço individual, dos meios culturais à disposição dos indivíduos e da ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas. Construir um caráter requer que nos foquemos em nossos valores e ações. Requer mudanças que passam pela transformação do pensamento - e isso é absolutamente difícil, pois acarreta a abrirmos mão de atitudes contrárias à vontade de Deus, ao tempo de tomarmos posições coerentes com a nossa fé e doutrina, de termos forças crescente para buscar idéias e conhecimentos novos a serem adquiridos.
Aqui está o grande desafio! Três razões que justificam essa afirmativa:
1. Os princípios do nosso tempo são essencialmente humanistas;
2. Sabemos que somos pecadores e que o que queremos isso não fazemos e o que não queremos isso fazemos, conf. Rom.7.19. Somos profundamente afetados pela realidade que nos cerca. Existem vários exemplos dignos de serem citados de pessoas na Bíblia que nos demonstram traços positivos em seus caráteres. Por exemplo: A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão.
Mas é claro que todos nós sabemos dos traços negativos dos personagens citados, como somos sabedores de todo o processo de aprendizagem que eles tiveram que experimentar para poderem ser transformados. Sabemos que o nosso padrão absoluto sempre será Jesus. Ele é o nosso alvo. Nosso caráter precisa ser o mais próximo de Jesus.
Para esta palestra quero usar a vida de Abraão como ponto de partida para a nossa reflexão.
A vida de Abraão mostra que qualquer pessoa escolhida por Deus para liderar pode ter falhas de caráter, a questão é se, durante a sua trajetória, ela permite que Deus ajuste o seu caráter ao dele.
Abraão foi um líder que obedeceu a Deus, deixando tudo para trás por causa de uma visão do Senhor. No entanto...
Ele foi um homem que entregou sua esposa duas vezes para outro homem, mentiu, (Gn 12.10-20; 20 1-7) aceitou gerar um filho com uma serva de sua esposa, (Gn16.1-2) e ainda teve de ouvir de um ímpio que ele era um mentiroso (Gn 21.23).
O episódio da morte de Sara mostra os ajustes que Deus havia feito no caráter de Abraão. Havia algumas falhas no caráter de Abraão que foram sendo corrigidas com o tempo.
Depois que Abraão foi chamado de mentiroso por Abimeleque, na negociação dos poços de água, (Gn 21:25) a bíblia não menciona nenhuma fraqueza do seu caráter.
Ao contrário, Abraão faz questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa. (Gn 24:4-20).
1. Temos que aprender a firmeza de caráter na adversidade.
"Abraão desceu ao Egito". Ás vezes tomamos decisões erradas pressionados pelas adversidades. Abraão estava vivendo uma situação geral difícil. Seus problemas incluíam uma esposa estéril, a separação de seus parentes, e ainda uma terra seca que não produzia nada. A Bíblia diz em Pv 14:12. "Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".
Abraão precisava manter-se fiel à direção divina para que as coisas dessem certo e, infelizmente, não conseguiu mediante o medo. È sempre perigoso quando sentimos medo sairmos da direção divina e passarmos a dirigir a nossa própria vida. O caminho para o Egito é sempre ilusório e termina em frustração.
As conseqüências foram às seguintes:
1. O Faraó repreende Abraão.
2. O profeta Abraão é forçado a ouvir Deus através de Abimeleque - ou seja, neste contexto, Abimeleque é o profeta para com Abraão, e não o contrário.
3. Enquanto Abraão esteve fora da vontade de Deus e em terra estranha, não conseguiu construir nenhum altar ao Senhor, como fizera antes. A Bíblia declara que o "ministério da fé é guardado em uma pura consciência".( Hb 10:22)
4. O “outro” recebeu as conseqüências do caráter de Abraão. (Gn 20:3,17-18).
5. Uma família desajustada.
O líder cristão também tem conseqüências em sua vida quando possui traços negativos em seu caráter.
Quais os caminhos de aprendizagem que precisamos trilhar para que o nosso caráter seja aprovado por Deus?
Entre outros penso que quatro caminhos:
1. Temos que aprender que o caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter.
O caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter
Quando vivemos um tempo de devoção, estamos nos aproximando de Deus e neste ato o nosso caráter vai sendo trabalhado. Em João 15:5, Jesus diz: “sem mim, nada podeis fazer”. Deus disse assim para Abraão: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ele não disse “sê perfeito e anda na minha presença”.
Creio que na medida que vamos andando com Deus, Ele vai moldando o nosso caráter, transformando a nossa vida. Mas não creio que é pelo fato de termos um bom caráter é que temos também necessariamente uma boa vida devocional, mas é certo que quando temos uma boa vida devocional, temos um bom caráter. Falo de uma vida devocional que não seja só de oração e leitura da Palavra, mas, de fato, uma vida de andar com Deus. A Bíblia diz que Enoque andou com Deus... E alguém anda com Deus não porque é perfeito, mas para que possa vir a ser perfeito. Ficamos melhor quanto mais andamos com Deus... A vida cristã não é algo que vem fabricado. O caráter vai sendo trabalhado dia a dia, é um processo.
2. Temos que aprender que o caráter somente é transformado plenamente em Cristo Jesus.
É somente na pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9). Em Cristo o quer e o efetuar se harmonizam e agem através de ações concretas que demonstram verdadeiramente os princípios de Deus. Moody disse que “caráter é o que o homem é na obscuridade”. Por isso necessitamos do sangue de Jesus em nossas vidas.
3. Temos que aprender que não há atalhos para o forjar do caráter de Deus em nossas vida e ministério.
Abraão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abraão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.
Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito foi uma tentativa de Abraão de encurtar o teste da fome. Deus forçou Abraão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abraão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai.
Nós podemos desviar do caminho para o qual Deus nos chamou a andar? Podemos, é claro, mas o caminho nunca será fácil. E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Não podemos destruir os propósitos e planos de Deus para a nossa vida.
4. Temos que aprender a pedir perdão pelos pecados formados por um caráter distante da vontade de Deus.
Precisamos confessar as fraquezas de nosso caráter. Fred Smith em seu livro O Impacto da Liderança com Integridade diz o seguinte: "A confissão clareia e limpa nosso caráter" (pág 50). E isso certamente deve acontecer em nossas vidas. O caráter de um líder cristão deve ser puro e a pureza vem sempre com a transparência. Devemos lembrar que quando confessamos o que há de errado em nós somos obedientes e a obediência constrói o caráter de uma pessoa de Deus. Quando alguém possui um coração arrependido sinceramente diante de Deus isso faz com que ele caia no erro e fique preso no pecado.
Quero terminar esta palestra com uma frase: "O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado." Helen Keller.
A liderança e a ética
"Nada lhe posso dar que já não existe em você. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria existência. Nada lhe poderei dar, a não ser a oportunidade, o impulso a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo."
(Hermann Hesse)
A liderança é um processo que pessoas comuns utilizam, quando recorrem ao que há de melhor em si mesmas e nas outras pessoas.
Dessa perspectiva podemos identificar o desenvolvimento da liderança ao próprio “des-envolvimento” da pessoa . Um genuíno processo educacional de busca por completude e expressão de potencialidades que se constrói nas interações homem/mundo e que nunca tem fim.
Há um tanto de arte no percurso do aprendizado do líder que se traduz no seu relacionamento com as pessoas de seu entorno. Arte que inspira os liderados a se engajar em aspirações compartilhadas. Arte que se aprende no fazer e na reflexão sobre o que se faz. Arte de não ceder aos valores materiais, destarte o materialismo mecânico e orgânico das nossas empresas, em detrimento aos verdadeiros valores da vida, vida eterna - Deus; Amor.
Essas e outras questões essenciais ao exercício da gestão e da liderança no ambiente organizacional, estão presentes nas reflexões e práticas da ética global, nesse contexto que é predominantemente desafiador à própria ética.
Nada pode encaminhar a raça humana à degradação mais rapidamente do que líderes desprovidos de qualidade moral.
Exatamente por isso, se você for um liderado, fuja de gestores assim. Se você for um líder, invista no seu polimento intelectual, profissional, mas sobretudo no comportamental e espiritual.
No fundo reportamo-nos sempre a mesma e crucial questão: o futuro depende dos valores de hoje, inclusive à própria possibilidade da existência desse futuro.
"Nada lhe posso dar que já não existe em você. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria existência. Nada lhe poderei dar, a não ser a oportunidade, o impulso a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo."
(Hermann Hesse)
A liderança é um processo que pessoas comuns utilizam, quando recorrem ao que há de melhor em si mesmas e nas outras pessoas.
Dessa perspectiva podemos identificar o desenvolvimento da liderança ao próprio “des-envolvimento” da pessoa . Um genuíno processo educacional de busca por completude e expressão de potencialidades que se constrói nas interações homem/mundo e que nunca tem fim.
Há um tanto de arte no percurso do aprendizado do líder que se traduz no seu relacionamento com as pessoas de seu entorno. Arte que inspira os liderados a se engajar em aspirações compartilhadas. Arte que se aprende no fazer e na reflexão sobre o que se faz. Arte de não ceder aos valores materiais, destarte o materialismo mecânico e orgânico das nossas empresas, em detrimento aos verdadeiros valores da vida, vida eterna - Deus; Amor.
Essas e outras questões essenciais ao exercício da gestão e da liderança no ambiente organizacional, estão presentes nas reflexões e práticas da ética global, nesse contexto que é predominantemente desafiador à própria ética.
Nada pode encaminhar a raça humana à degradação mais rapidamente do que líderes desprovidos de qualidade moral.
Exatamente por isso, se você for um liderado, fuja de gestores assim. Se você for um líder, invista no seu polimento intelectual, profissional, mas sobretudo no comportamental e espiritual.
No fundo reportamo-nos sempre a mesma e crucial questão: o futuro depende dos valores de hoje, inclusive à própria possibilidade da existência desse futuro.
Liderança moral
É necessário esclarecer o significado de liderança moral. A definição do termo "liderança" possui muitas conotações diferentes, algumas das quais contrárias ao sentido aqui empregado. Quando se pergunta a alguém o que é ser um líder, freqüentemente a resposta é "estar no controle", "dar ordens", "comandar", "ser o número 1". Para suprir as necessidades da humanidade neste estágio de maturidade, este conceito dominante de liderança deve ser questionado e substituído por um conceito centralizado na UTILIDADE. O objetivo desta nova liderança é dar poderes aos outros para que contribuam com a sociedade, em lugar de concentrar poderes sobre os outros. A principal característica de um líder moral deve ser o espírito de utilidade: "aquele que é mais útil à comunidade" em vez de "aquele que mais domina a sociedade".
Formas egocêntricas de liderança, infelizmente, têm dominado as páginas da História e tendem a prevalecer nas relações do mundo atual. Modelos autocráticos, paternalistas, totalitários, manipuladores e "sabe-tudo" de liderança enfraquecem os grupos que alegam servir. Tais formas de liderança concentram o poder de decisão nas mãos de uns poucos de tal maneira que os outros os sirvam. O que o mundo precisa hoje é exatamente o oposto dessa concepção - um novo modelo de liderança que se baseia em valores e princípios morais e devota sinceramente suas capacidades ao serviço do bem comum.
Há um duplo propósito na vida humana que dá direção e significado à existência.
O primeiro aspecto desse duplo propósito se refere ao processo de TRANSFORMAÇÃO PESSOAL. Seu objetivo é transformar as potencialidades latentes de um indivíduo em realidade, na qual os aspectos físico, intelectual e espiritual do ser humano possam atingir sua mais nobre e completa expressão. O cumprimento dessa meta requer o exercício constante do esforço individual na busca pela verdade e na aquisição e aplicação de conhecimento, sabedoria, virtudes e qualidades espirituais em todos os aspectos da vida diária.
A outra faceta desse propósito dual tem a ver com o complexo processo de TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. A finalidade deste processo é a promoção de uma civilização em evolução contínua baseada em princípios de justiça e amor. O desenvolvimento de uma sociedade justa, em que o bem comum é estimulado por estruturas que facilitem a colaboração e a cooperação, e na qual os benefícios da iniciativa individual são resguardados e encorajados, é certamente a mais complexa e desafiadora tarefa da humanidade.
Esses dois aspectos do sentido da existência humana estão intimamente interligados. Por um lado, é impossível conceber uma transformação social sem indivíduos, que estão ativamente engajados na obtenção de sua transformação pessoal. Por outro, é igualmente impossível obter essa metamorfose individual num vácuo social. Um indivíduo pode desenvolver plenamente suas mais nobres potencialidades somente quando se dedica a servir aos processos de transformação social.
Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida quotidiana. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana. Por "verdade", não se entende apenas aquilo que é descoberto pela pesquisa científica, mas também a verdade espiritual que é revelada pelas grandes religiões do mundo, que deram à nossa civilização sua base moral e espiritual. Essas duas fontes de verdade não são contraditórias, e sim complementares. Ambas são necessárias ao desenvolvimento de uma civilização em progresso constante.
O CONCEITO DE APTIDÃO
A esta altura é necessário aclarar o conceito de "aptidão", de acordo com o sentido empregado neste artigo, e explicar por que o desenvolvimento de tais capacidades é uma preocupação central em nossa abordagem de educação moral.
Abordagens tradicionais de educação - seja o desenvolvimento de caráter, seja o de virtudes - tende a promover um conceito passivo de pessoa virtuosa. Ser virtuoso é ser "bom’, manter-se longe de problemas. Nós objetivamos mudar esse conceito para outro em que virtuoso é aquele que está conscientemente e ativamente engajado em ações que promovam a transformação pessoal e social. Assim, ser virtuoso é "FAZER o bem". Esse novo conceito implica que o elemento virtuoso deve possuir certas aptidões que o fortalecem para executar boas ações.
Os tijolos da estrutura moral de um indivíduo incluem atitudes, qualidades, habilidades e aptidões, bem como conhecimento e compreensão de conceitos morais essenciais. Em lugar de examinar esses atributos individualmente, é útil considerá-los em grupos afins que formam uma função moral superior de um indivíduo - uma aptidão moral.
Uma aptidão é a capacidade que uma pessoa tem de executar tipos específicos de tarefas que são essenciais ao desenvolvimento e bem-estar tanto individual como coletivo.
FUNÇÕES DA LIDERANÇA
Estudos sociológicos indicam que há duas funções básicas de liderança dento de um grupo. Uma delas refere-se à promoção da unidade desse grupo. A efetiva promoção dessa unidade requer a capacidade de facilitar processos consultivos que permitam a tomada coletiva de decisões baseados numa sincera e rigorosa busca pela verdade. A outra tem a ver com o suprimento das necessidades e objetivos do grupo por meio de ações, ou seja, dedica-se a facilitar o processo de transformar pensamentos em atos concretos. Ambas funções são essenciais ao bem-estar de qualquer grupo, quer seja ele uma família, uma organização, ou uma comunidade local, nacional ou mundial.
APTIDÕES DA LIDERANÇA MORAL
A primeira aptidão da liderança moral é o aprendizado contínuo na aquisição de perfeições humanas, tanto na esfera intelectual como na espiritual. A primeira e mais importante dessas perfeições é a aquisição de conhecimento útil ao desenvolvimento da humanidade. Mas esse empenho deve ser equilibrado pela compreensão de que a verdadeira excelência do indivíduo não pode ser atingida fora da dedicação ao bem comum.
A segunda aptidão moral é concernente à atividade de educar os outros. Tal capacidade significa alguém ensinar aos outros um conhecimento, habilidade ou sabedoria que tenha adquirido. Um autêntico líder moral é aquele que volta seus esforços para a educação das massas, e trabalha dia e noite até que todos estejam protegidos pela fortaleza do conhecimento. Um líder moral fortalece os outros no serviço à humanidade.
A terceira aptidão tem a ver com a disciplina própria e o autocontrole. Significa a capacidade de opor-se às suas paixões, algo que não é muito fácil de se conseguir, ainda menos num ambiente dominado pelas corruptoras influências da sociedade materialista. A falta de disciplina é justamente uma das mais notáveis características da sociedade consumista.
A quarta aptidão é reconhecer e obedecer a verdade. Esta é a base fundamental de uma conduta moral. Um homem só pode ser realmente digno de confiança quando, e apenas quando, não se coloca acima da lei. A verdadeira liderança moral reconhece e entende a função das leis no desenvolvimento e na manutenção de uma sociedade civilizada e justa. Por essa razão, um autêntico líder moral jamais se posiciona acima da lei. Mesmo se considerar uma lei injusta, jamais se utilizará de meios violentos para sua mudança. Ao contrário, ele procurará fazer uso dos meios legais apropriados que existam para servir a tal propósito.
Essas quatro aptidões são inter-relacionadas e se respaldam mutuamente. A obtenção de uma facilita a aquisição das outras. Juntas, elas formam a estrutura básica do homem virtuoso e da verdadeira liderança moral necessária ao mundo atual.
Formas egocêntricas de liderança, infelizmente, têm dominado as páginas da História e tendem a prevalecer nas relações do mundo atual. Modelos autocráticos, paternalistas, totalitários, manipuladores e "sabe-tudo" de liderança enfraquecem os grupos que alegam servir. Tais formas de liderança concentram o poder de decisão nas mãos de uns poucos de tal maneira que os outros os sirvam. O que o mundo precisa hoje é exatamente o oposto dessa concepção - um novo modelo de liderança que se baseia em valores e princípios morais e devota sinceramente suas capacidades ao serviço do bem comum.
Há um duplo propósito na vida humana que dá direção e significado à existência.
O primeiro aspecto desse duplo propósito se refere ao processo de TRANSFORMAÇÃO PESSOAL. Seu objetivo é transformar as potencialidades latentes de um indivíduo em realidade, na qual os aspectos físico, intelectual e espiritual do ser humano possam atingir sua mais nobre e completa expressão. O cumprimento dessa meta requer o exercício constante do esforço individual na busca pela verdade e na aquisição e aplicação de conhecimento, sabedoria, virtudes e qualidades espirituais em todos os aspectos da vida diária.
A outra faceta desse propósito dual tem a ver com o complexo processo de TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. A finalidade deste processo é a promoção de uma civilização em evolução contínua baseada em princípios de justiça e amor. O desenvolvimento de uma sociedade justa, em que o bem comum é estimulado por estruturas que facilitem a colaboração e a cooperação, e na qual os benefícios da iniciativa individual são resguardados e encorajados, é certamente a mais complexa e desafiadora tarefa da humanidade.
Esses dois aspectos do sentido da existência humana estão intimamente interligados. Por um lado, é impossível conceber uma transformação social sem indivíduos, que estão ativamente engajados na obtenção de sua transformação pessoal. Por outro, é igualmente impossível obter essa metamorfose individual num vácuo social. Um indivíduo pode desenvolver plenamente suas mais nobres potencialidades somente quando se dedica a servir aos processos de transformação social.
Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida quotidiana. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana. Por "verdade", não se entende apenas aquilo que é descoberto pela pesquisa científica, mas também a verdade espiritual que é revelada pelas grandes religiões do mundo, que deram à nossa civilização sua base moral e espiritual. Essas duas fontes de verdade não são contraditórias, e sim complementares. Ambas são necessárias ao desenvolvimento de uma civilização em progresso constante.
O CONCEITO DE APTIDÃO
A esta altura é necessário aclarar o conceito de "aptidão", de acordo com o sentido empregado neste artigo, e explicar por que o desenvolvimento de tais capacidades é uma preocupação central em nossa abordagem de educação moral.
Abordagens tradicionais de educação - seja o desenvolvimento de caráter, seja o de virtudes - tende a promover um conceito passivo de pessoa virtuosa. Ser virtuoso é ser "bom’, manter-se longe de problemas. Nós objetivamos mudar esse conceito para outro em que virtuoso é aquele que está conscientemente e ativamente engajado em ações que promovam a transformação pessoal e social. Assim, ser virtuoso é "FAZER o bem". Esse novo conceito implica que o elemento virtuoso deve possuir certas aptidões que o fortalecem para executar boas ações.
Os tijolos da estrutura moral de um indivíduo incluem atitudes, qualidades, habilidades e aptidões, bem como conhecimento e compreensão de conceitos morais essenciais. Em lugar de examinar esses atributos individualmente, é útil considerá-los em grupos afins que formam uma função moral superior de um indivíduo - uma aptidão moral.
Uma aptidão é a capacidade que uma pessoa tem de executar tipos específicos de tarefas que são essenciais ao desenvolvimento e bem-estar tanto individual como coletivo.
FUNÇÕES DA LIDERANÇA
Estudos sociológicos indicam que há duas funções básicas de liderança dento de um grupo. Uma delas refere-se à promoção da unidade desse grupo. A efetiva promoção dessa unidade requer a capacidade de facilitar processos consultivos que permitam a tomada coletiva de decisões baseados numa sincera e rigorosa busca pela verdade. A outra tem a ver com o suprimento das necessidades e objetivos do grupo por meio de ações, ou seja, dedica-se a facilitar o processo de transformar pensamentos em atos concretos. Ambas funções são essenciais ao bem-estar de qualquer grupo, quer seja ele uma família, uma organização, ou uma comunidade local, nacional ou mundial.
APTIDÕES DA LIDERANÇA MORAL
A primeira aptidão da liderança moral é o aprendizado contínuo na aquisição de perfeições humanas, tanto na esfera intelectual como na espiritual. A primeira e mais importante dessas perfeições é a aquisição de conhecimento útil ao desenvolvimento da humanidade. Mas esse empenho deve ser equilibrado pela compreensão de que a verdadeira excelência do indivíduo não pode ser atingida fora da dedicação ao bem comum.
A segunda aptidão moral é concernente à atividade de educar os outros. Tal capacidade significa alguém ensinar aos outros um conhecimento, habilidade ou sabedoria que tenha adquirido. Um autêntico líder moral é aquele que volta seus esforços para a educação das massas, e trabalha dia e noite até que todos estejam protegidos pela fortaleza do conhecimento. Um líder moral fortalece os outros no serviço à humanidade.
A terceira aptidão tem a ver com a disciplina própria e o autocontrole. Significa a capacidade de opor-se às suas paixões, algo que não é muito fácil de se conseguir, ainda menos num ambiente dominado pelas corruptoras influências da sociedade materialista. A falta de disciplina é justamente uma das mais notáveis características da sociedade consumista.
A quarta aptidão é reconhecer e obedecer a verdade. Esta é a base fundamental de uma conduta moral. Um homem só pode ser realmente digno de confiança quando, e apenas quando, não se coloca acima da lei. A verdadeira liderança moral reconhece e entende a função das leis no desenvolvimento e na manutenção de uma sociedade civilizada e justa. Por essa razão, um autêntico líder moral jamais se posiciona acima da lei. Mesmo se considerar uma lei injusta, jamais se utilizará de meios violentos para sua mudança. Ao contrário, ele procurará fazer uso dos meios legais apropriados que existam para servir a tal propósito.
Essas quatro aptidões são inter-relacionadas e se respaldam mutuamente. A obtenção de uma facilita a aquisição das outras. Juntas, elas formam a estrutura básica do homem virtuoso e da verdadeira liderança moral necessária ao mundo atual.
Assinar:
Postagens (Atom)