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quarta-feira, 7 de julho de 2010

LIDERAR

Liderar é ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que tem as respostas, independente do cargo que elas ocupam. Liderar é encarar o fracasso não como uma derrota, mas sim como um adiamento da vitória. Liderar é saber que a direção é mais importante que a velocidade. Liderar é ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.

Definição de Liderança

Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe e da organização. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder

LIDERANÇA CRISTÃ E INTEGRIDADE

Liderança significa “conduzir por um caminho, colocando-se à frente. O ato assemelha-se ao de se aventurar por um lugar em que ninguém esteve antes – uma aventura que não é para tímidos ou fracos.(1) A liderança é um dos fenômenos mais observados e menos entendidos sobre a terra.(2)


Mas quando se trata de liderança cristã, a situação reveste-se de especial significado e responsabilidade. A Bíblia revela diversos requisitos que deveriam constituir os líderes cristãos. E um deles é a integridade.

José, um líder íntegro, piedoso e temente a Deus

O testemunho da vida de José nos mostra a possibilidade de o líder manter-se, sob a graça divina, íntegro, independente da idade e das circunstâncias que o envolvam.

Integridade na casa dos pais

A família de Jacó passou por diversas crises: a. rixas entre as irmãs, Léia e Raquel (Gn 29:33; 30:1-8; b. injustiças (Gn 31:41) e intrigas financeiras (Gn 31:1); c. propensão à idolatria (Gn 31:34); d. traição, violência, imoralidade e invejas (Gn 34:25-30; 35:22; 37:11). Diante desse contexto, ele manteve-se puro, íntegro e temente a Deus, mesmo convivendo com pessoas de caráter reprovável.

Integridade na casa de Potifar

José fora jogado em uma cisterna pelos seus irmãos (Gn 37:17-24), vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 39;25-28) e revendido a Potifar, comandante da guarda real egípsia (Gn 39:1). José agora era servo (Gn39:1-2) e superientendente dos bens de Potifar (Gn 39:4-6). Apesar de ser o agente da prosperidade (Gn 39:3) de Potifar, José não tirou proveito disso. Ao contrário, permaneceu íntegro, humilde e abnegado (Gn 39:4).”A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus”(3).Porém, fortalecido pela graça e temor de Deus, José resistiu às investidas do inimigo (Gn 39:12). Ele não transigiu com o pecado, mas diante do mal recuou com determinação e sabedoria. Ali ficaram consignadas a pureza e a santidade do caráter de José. É assim que deve agir todo líder que sofre tentação.

Integridade no cárcere

Acusado injustamente, José foi preso por seu próprio senhor (Gn 39:20). Na cadeia, não demorou para que conquistasse a confiança do carcereiro-chefe (Gn 39:21-22). Este o colocou como responsável por todos os encarcerados, inclusive, pelos dois eunucos de Faraó, presos por transgredirem suas ordens. Ambos, copeiro e padeiro, tiveram um sonho, e José, por providência divina, deu-lhes a interpretação (Gn 40: 9-19). Isso mostra que quando se tem um caráter puro e íntegro é possível continuar à disposição de Deus mesmo nas circunstâncias adversas.

Integridade no palácio

Ao interpretar o sonho de Faraó, José poderia engrandecer-se. Mas não o fez (Gn 41:39-41). Ele era humilde e soube esperar o tempo certo e Deus moveu o coração de Faraó para nomeá-lo como governador do Egito. José governou investido de uma autoridade ímpar. Ele era o primeiro, abaixo de Faraó, chefe supremo. Em Gn 41:40-44 registra-se seu status nas palavras de Faraó: “Administrarás a minha casa, e a tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. Então tirou o Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro, e fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: inclinai-vos. Desse modo o constituiu sobre toda a terra do Egito. Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito”.Diante de oportunidades atraentes e promissoras, o líder cristão evita tomar decisões precipitadas. O melhor que ele pode fazer é confiar integralmente na vontade e soberania do Senhor. Certamente, José se contentaria apenas com sua liberdade, mas Deus fez por ele muito mais do que poderia pedir ou pensar.

Integridade diante de seus irmãos no reencontro

A liderança exercida por José, encontra seu clímax ao tratar com seus irmãos, que de maneira extremamente vil o venderam aos ismaelitas. O momento de dar “o troco”, até por direito, enfim chegara. Ele, soberano, no controle absoluto da situação, diante de seus irmãos que sem piedade o traíram, procede de forma incomum. Vemos um homem cheio do amor divino, reconhecedor da soberania de Deus, demonstrando seu amor, acompanhado de forte emoção afetuosa: “Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverem vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós...E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele” (Gn 45:3-5; 14,15).



A docilidade deste líder expõe francamente lideranças insensíveis e indiferentes, embriagadas pelo poder. O apóstolo Pedro exorta os líderes: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores do que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos de rebanho” (1 Pe 5:2,3). Líderes dominadores são totalmente isentos de amor, piedade e temor de Deus. Em geral, a aspereza utilizada, decorre de figuras fracas que se sentem ameaçadas, procurando impor-se pela força. Estas pessoas costumam apresentar indisposição em ouvir outros, não são ensináveis, e agem sozinhas, como se fossem detentoras da verdade. Que a figura de José seja inspiração para conduzir ao arrependimento tais homens enfermos pelo poder.

Conclusão

“A obra de Deus necessita de homens de elevados padrões e força moral para engajar-se em sua divulgação. Procuram-se homens cujos corações estejam revigorados com santo fervor, homens de firme propósito, que não se abalam facilmente, que podem anular todos os interesses egoístas e dar tudo pela cruz e pela coroa. A causa da verdade presente requer homens leais ao senso do dever e justiça, cuja integridade moral seja inabalável e cuja energia seja igual à aberta providência de Deus. Qualificações como estas são mais valiosas do que riquezas incalculáveis investidas na obra e causa de Deus. Energia, integridade moral e firme propósito pelo direito são qualidades que não podem ser compensadas com qualquer quantidade de ouro. Homens dotados com essas qualificações terão influência em toda a parte. Suas vidas serão mais poderosas do que a eloqüência soberba. Deus chama homens de coração, homens de mente., homens de integridade moral a quem Ele possa tornar depositários de Sua verdade, e que representarão corretamente Seus princípios em sua vida diária”.(4)

lider precisa investir em si próprio para executar um bom trabalho

lider precisa investir em si próprio para executar um bom trabalho

Liderar uma equipe não é uma tarefa fácil. Entretanto, este trabalho pode ser facilitado a partir do momento em que o gestor passa a investir nele mesmo. De acordo com o livro "O Código de Liderança"*, a competência é a regra definitiva da liderança e começa com o autoconhecimento.

Assim, se o líder não estiver agindo de acordo com os seus valores e crenças, se não transmitir confiabilidade em suas decisões e se não estiver disposto a aprender e a crescer como gestor, ele não será capaz de ser um estrategista, executor ou gestor de talentos.

Raciocínio claro

Para desenvolver um trabalho de líder é preciso que o profissional tenha clareza de raciocínio combinando o intelecto e a intuição e a razão e a emoção. Ao ter este domínio, os líderes podem rapidamente definir prioridades e agir para alcançá-las.

Além disso, a ousadia também deve fazer parte do vocabulário de um gestor. Se o líder precisa tomar uma decisão, o primeiro passo é identificá-la. Depois, chega o momento de estudar os impactos desta decisão e, enfim, colocar o pensamento em prática. Caso esta escolha seja errada, o gestor tem de admitir o seu equívoco, aprender a lição e agir.

Os líderes corajosos e ousados têm autoconfiança e são seguros de si. Cometem erros, mas tiram uma lição disso.

Conheça-se

Outro ponto destacado por Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman, autores do livro, é que o líder tem de se conhecer, identificando claramente quais são os seus pontos fracos e os fortes. Ao saber quem é, conseguirá responder a situações comerciais e ter a determinação necessária para fazer a coisa certa.

Quanto melhor o gestor compreender as suas inclinações naturais, como a tendência para introspecção ou a extroversão, ou a propensão para assumir ou evitar riscos, ou ainda a tendência a ser mais intelectual do que prático, ele poderá ser dono de sua realidade e trabalhar para adaptá-la. Descobrir os seus pontos fortes é fundamental para o líder.

Estresse e Agilidade para aprender

Administrar as emoções e as expectativas da equipe, assim como as próprias, é um dos papéis do líder. Por isso, é fundamental que o gestor mantenha a calma mesmo quando a situação está extremamente complicada e difícil.

Outro atributo importante para o líder é a capacidade de aprender. Para isso, fazer generalizações com base no passado pode ser o primeiro passo. O líder deve verificar o que funcionou e o que não funcionou e explorar as razões disso para poder desenvolver o seu trabalho. Depois, é importante que o gestor procure novas ideias para resolver antigos problemas da empresa.

As chances de reconhecer padrões antigos organizacionais e, ao mesmo tempo, identificar novos, certamente serão maiores se o líder mesclar os dados da empresa, que garantem decisões lógicas, com a intuição.

Compartilhar ideias, estar disposto a aprender com os outros membros da equipe e admitir os erros é fundamental para ser um líder bem-sucedido. Além disso, o líder nunca deve deixar de lado os princípios básicos da liderança, que são o caráter, a integridade, a moralidade e a ética.

Cuide-se!

Cuidar do corpo mantendo uma alimentação equilibrada, praticando atividades físicas e ter um sono adequado, auxilia o líder na tomada de decisões adequadas. Ter uma atenção especial ao lado emocional também é importante. O gestor precisa ser otimista, ter autoestima e senso de humor.

Para executar bem o seu trabalho, o líder não pode esquecer de cuidar também do seu social. Interagir com os colegas de equipe gera apoio nos momentos difíceis e ajuda a desenvolver um relacionamento de confiança.

* Reportagem baseada no livro O Código da Liderança - Cinco regras para fazer a diferença, de Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman

Os deveres do Líder Cristão

Introdução:
O líder cristão é uma pessoa chamada para atender às necessidades da obra de Deus.
I. Sua responsabilidade é:
1- Liderar
2- Fazer prosperar
3- Usar autoridade
4- Proceder com:
4.1- Prudência
4.2- Sabedoria
4.3- Amor
II. Ser um exemplo de:
2.1- Comportamento
2.2- Pontualidade
2.3- Perseverança
2.4- Fé
2.5- Apresentação
2.6- Coragem
III. Saber Conduzir:
3.1- Um Culto
3.2- Um trabalho
3.3- Os novos crentes
3.4- Exortar os irmãos ao trabalho e freqüência
IV. Promover:
4.1- Festividades
4.2- Avivamentos
4.3- Campanhas
4.4- Fraternidade
V. Distribuir:
5.1- Trabalhos
5.2- Responsabilidades
5.3- Tarefas
5.4- Fiscalizar
VI. O líder deve:
6.1- Ser fervoroso
6.2- Colher experiência
6.3- Aperfeiçoar seu trabalho
6.4- Estar preparado para tudo na obra
6.5- Observar aptidão e dons dos irmãos
6.6- Consagrar sua vida
6.7- Levar o povo à consagração
6.8- Ler e estudar a palavra
6.9- Preparar-se para cada trabalho
6.10- Cuidar do patrimônio da Igreja
6.10.1- Lâmpadas
6.10.2- Pintura
6.10.3- Limpeza
6.10.4- Rachaduras
6.10.5- Goteiras
6.10.6- etc.
VII. Visitar os:
7.1- Novos Crentes
7.2- Ausentes
7.3- Enfermos
7.4- Atribulados
7.5- Feridos
7.6- Envenenados pelas heresias
CEADEMA
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7.7- Embaraçados
VIII. Cuidar de debelar o mais rápido possível, toda:
8.1- Rebeldia
8.2- Fofoca
8.3- Libertinagem
8.4- Heresias
8.5- Desordem
8.6- Discussão
8.7- Contenda
IX. O líder não deve:
9.1- Abraçar precipitadamente as idéias e sugestões
9.2- Temer seus liderados
9.3- Expor o escândalo
9.4- Tomar partido
9.5- Defender por interesse
9.6- Permitir suspeitas
9.7- Fazer dívidas sem autorização do presidente
9.8- Deixar para outrem a responsabilidade de ajuda financeira
9.9- Fazer dívidas sem te a certeza de que poderá saúda-las
9.9- Deixar de observar e fiscalizar os trabalhos dos seus obreiros
X. É necessário o líder fazer reuniões periódicas para:
10.1- Ouvir
10.2- Traçar trabalhos
10.3- Pedir sugestões
10.4- Avaliar seu trabalho
XI. O líder deve cooperar com seu superior:
11.1- Concordando
11.2- Apoiando
11.3- Esforçando-se
11.4- Apresentando sugestões
11.5- Defendendo
11.6- Amando
11.7- Honrando
XII. O líder deve:
12.1- Honrar os irmãos
12.2- Respeitar as irmãs
12.3- Dar assistência a sua família
12.4- Exercer influência no seu lar
XIII. O líder deve saber:
13.1- Suportar o fraco
13.2- Repreender o faltoso
13.3- Ouvir:
13.3.1- Queixas
13.3.2- Denúncias
13.4.- Controlar
13.4.1- Suas emoções
13.4.2- A irritabilidade
13.4.3- E não se deixar atrair por pessoas de outro sexo
13.4.4- Não exercer juízo sem antes ouvir o denunciado
XIV. O líder e seu ministério (Ele deve):
14.1- Ensinar
14.2- Pregar a palavra
14.3- Levar as pessoas a Cristo
14.4- Aconselhar
14.5- Suportar o sofrimento da Obra
14.6- Ser responsável no trabalho
14.7- Não atrair os discípulos após si
XV. O líder deve considerar que a sua grande responsabilidade dada pelo Senhor Jesus é:
CEADEMA
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15.1- Amar a Igreja
15.2- Honrar a Igreja
15.3- Defender a simplicidade da Igreja
15.4- Alimentar a Igreja com a Palavra de Deus
15.5- Preservar a santidade da Igreja
15.6- Conduzir a Igreja a pastos verdejantes
15.7- Dedicar seu tempo e talento à Igreja
15.8- Liderar a Igreja
15.9- Saber que vai dar conta diante de Deus das ovelhas entregues a ele
15.10- Atentar para as ovelhas fracas e doentes
15.11- Dar a sua vida pela Igreja
15.12- Pedir sempre a orientação do Espírito Santo, o Preparador da Igreja
XVI. A tarefa do líder
16.1- Alegrar e não entristece
16.2- Juntar e não espalhar
16.3- Pacificar e não contender
16.4- Consolar e não ferir
16.5- Curar e não enfermar
16.6- Orar e não murmurar
16.7- Exortar e não jogar pedras
16.8- Elogiar e não difamar
16.9- Ser humilde e não exaltado
16.10- Reconhecer quando erra e não deixar de pedir perdão
16.11- Ser propagador de vitória e não de derrota
16.12- Fazer resplandecer a luz e não as trevas
16.13"- Pôr coração sobre o gado" e não o desprezo
16.14- Ser cordato e não prepotente
16.15- Sentir o problema do irmão e não exorta-lo com falso ânimo
16.16- Ser sincero e não falso
16.17- Perdoar e não marcar
16.18- Transmitir alegria e não tristeza
16.19- Ser exemplo dos fiéis e não o escândalo
16.20- Reconhecer a capacidade e a vocação dos obreiros, aproveita-los e não extingui-los.
XVIII. O líder deve saber que a Igreja:
17.1- Depende do Senhor Jesus
17.2- É a única instituição que tem o caráter de Cristo
17.3- Não pode e nem de se parecer com o mundo

A ÉTICA DO LÍDER CRISTÃO

1. INTRODUÇÃO
-O líder cristão é responsável pelo que faz, primeiramente diante de Deus, depois, diante do discípulo, e finalmente, ante a sociedade em que vive. Deve pensar sempre no dom do liderado. Por exemplo, não deixar que cause prejuízo a si mesmo e aos outros: se a pessoa quer suicidar-se, o líder fará todo o possível para impedir que o faça, para isso é importante ver alguns princípios fundamentais acerca da ética, os quais são necessários aplicá-los e tê-los na mente em todo o momento.

2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA ÉTICA
2.1. Guardar confidências:
- O líder deve ser considerado inviolável e não deve andar divulgando a ninguém nenhum aspecto da vida privada das pessoas.
- O buscar um aconselhamento em uma pessoa, é o ato humano que mostra a maior confiança possível em outra pessoa. É a pessoa dizendo: “Eu confio em você, estou certo de que posso abrir meu coração sem temer de ser traído, posso revelar minhas esperanças, meus medos, minhas fraquezas com completa confiança”. No caso em que o líder não possa aconselhar de forma devida o liderado, o que a situação ou problema lhe supera (problemas matrimoniais, familiares, econômicos, etc), deve informar unicamente ao seu (pastor ou superior) para que o caso seja devidamente atendido.

2.2. Evitar o contato físico, em especial nos casos de aconselhamento a pessoa do sexo oposto:
- Evitar tudo que possa produzir uma situação de sedução ou alimentar as emoções doentias, causando suspeitas, fofocas e intrigas. “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas” (Pv 22.1). O líder não deve ir sozinho à casa de uma mulher a quem não conhece, nem aconselhar uma mulher em seu automóvel. É de bom alvitre que: homens de Deus, ajudem (aconselhem) homens; e mulheres de Deus ajudem (aconselhem) mulheres. O fato do conselheiro (líder) ser um homem regenerado e ser um servo de Deus, não o livra de se sentir atraído por uma mulher a quem ele está aconselhando, ou vice-versa.
- Em regra geral, os líderes (pastores) prudentes aconselham as mulheres somente quando alguém está presente, e é logicamente a esposa do pastor que costuma acompanhá-lo.

2.3. Não usar o liderado para satisfazer seus próprios desejos:
- A curiosidade do conselheiro (líder), suas necessidades sexuais e o desejo de que outras pessoas dependam dele, são motivos que movimentam inconscientemente alguns conselheiros. Ao escutar do aconselhado: fofocas, intrigas, boatos ou detalhes muito íntimos da vida de alguém pode alimentar a curiosidade do conselheiro, mas não o ajuda absolutamente no processo de aconselhamento. Esta curiosidade pode desviar a atenção do conselheiro daquilo que é importante na conversação e fazer com que o aconselhado (liderado), ao perceber o que está acontecendo, perca o respeito e a confiança pelo conselheiro. O líder (conselheiro) deve reconhecer suas próprias debilidades e procurar ajuda do Espírito Santo para resistir a tais tentações.

2.4. Não esconder suas convicções cristãs:
- A fé ou a crença do líder cristão, deve influenciar tudo o que ele pensar ou fizer, inclusive no aconselhamento. Mais vale ser fiel a Deus e à sua Palavra, do que cair na graça do aconselhado, se a pessoa tiver que escolher entre as duas coisas. Portanto, o líder é responsável diante de Deus em indicar ao liderado a verdade bíblica que se relacione com o assunto considerado. Naturalmente, ele não deve impor a norma cristã. Por exemplo, não deve aprovar um aborto no caso de uma mãe solteira que fornicou e está grávida. Pode dizer-lhe: “A Bíblia ensina... e assim... cabe a você decidir o que fará. Mas você não acha que é conveniente obedecer à Palavra de Deus e contar com sua ajuda antes de fazer o que é contrário à Bíblia, por mais fácil que pareça, e levar assim o peso da consciência pelo resto da vida?”.
- É de capital importância que apresentemos a verdade bíblica com amor e humanidade, não para condenar o homem, mas para levá-lo a ser salvo pelo grande amor e misericórdia do Altíssimo. (Jo 3. 16-21).

2.5. Não tentar convencer o aconselhado a continuar recebendo conselho:
- É conveniente incentivá-lo a continuar, mas se a pessoa não quer mudar, é inútil aconselhá-la. Além do mais, o líder deve respeitar os desejos do liderado (aconselhado) e não deve obrigá-lo a fazer nenhuma coisa, mesmo argumentando que é para o bem da pessoa.

2.6. Reconhecer suas próprias limitações:
- Nenhum (líder) conselheiro pode ajudar a todos. Há situações muito difíceis, mesmo fazendo o possível é provável que não consiga o resultado esperado. È importante buscar ajuda, conselho, preparando-se espiritualmente para poder ser o mais eficiente possível, mas ainda assim poderá aparecer casos que é necessário enviar a pessoa a outros mais capacitados para atender.

2.7. Discernir a condição espiritual da pessoa:
- Há situações em que algumas pessoas estão enfermas mentalmente, e têm sido libertadas por meio da oração. Devemos reconhecer que existem casos de possessão demoníaca; às vezes é difícil distinguir um endemoniado de uma pessoa que tem problemas mentais. Em geral o endemoniado se diferencia quando o demônio fala através da pessoa, além de responder negativamente a oração e ministração, onde a presença de uma pessoa de fé e de poder espiritual o incomoda. Não podemos esquecer que ainda neste caso, estamos tratando com pessoas que necessitam serem libertas. Há pessoas que mesmo sendo ministradas várias vezes libertação, continuam nas mesmas condições; várias podem ser as causas: pecado oculto, falta de perdão, ódio, rancores, etc. É importante levar a pessoa a confessar sua situação, guiá-la em uma oração de sincero arrependimento, fazer renunciar àquelas situações ou práticas que provocaram este problema em sua vida, jogar fora toda atitude do inimigo, e convidar o Espírito Santo para que tome domínio dessa vida.

2.8. Cumprir com os compromissos e responsabilidades:
- A ética nos fala dos sentidos comuns de considerar o nosso próximo, mais importante do que aquelas coisas que nos desagradam ou ainda que não gostamos que nos façam; tampouco, devemos fazer com os demais em muitas ocasiões, e com isso, podemos chegar a causar desgostos incomuns por não assumirmos com responsabilidade nossos compromissos, como por exemplo: ser pontual, avisar com antecedência as mudanças de planos e horários, ser prudente e amável, etc. Estes fatores ajudarão a manter um bom estado de espírito com os que lhe rodeiam (liderados).

- Há muitas pessoas que se sentem ofendidas, detratadas, desanimadas e decepcionadas, em razão da forma como atuam ou procedem seus líderes. Lembre-se! Deus tem nos confiado a tarefa de liderar vidas “para que ninguém se perca”.

2.9. Ser comunicativo:
- O líder não só deve manter os canais de comunicação com os seus liderados, como também, com o seu líder superior. Muitos maus entendidos podem ser evitados através de uma comunicação fluente e adequada.

- A forma de conduzirmos, de atuar e proceder, dizem mais que as palavras. Como diz o pensador: “somos escravos daquilo que falamos através dos nossos lábios (boca), mas somos senhores do nosso silêncio”. É de suma importância que o líder atue com prudência, respeito e amor; portanto, daí a necessidade do líder viver e agir com maturidade cristã. (Pv 25.11).

- A Bíblia nos fala também, de não sermos um tropeço por nossa forma de proceder ou atuar, tanto para a vida pessoal, como para os que nos rodeiam (Mt 18. 6,7), e amar o nosso próximo como a nós mesmos (Mt 19. 19).

Abaixo seguem as DOZE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PARA A GESTÃO DE PESSOAS:

1- Cooperação e confiança mútua. Líderes observam aos seus colaboradores e cuidam para que haja cooperação. Ao detectar algum comportamento inadequado, imediatamente O GESTOR deve intervir. Comportamentos inadequados devem ser corrigidos mediante uma abordagem direta, clara e objetiva.

2- Tomada de decisão onde existe a competência. As mudanças devem ser preparadas e executadas desde que se assegure que as competências essenciais existam. Alguns funcionários são mais analíticos, outros são generalistas. No ambiente profissional existem funções que requerem perfis específicos e o mau líder pode não ter percepção para compreender os perfis dos funcionários e as necessidades das funções, podendo o implicar no comprometimento dos resultados.

3- Gerenciamento focado em resultado. Líderes centralizadores e preocupados em controlar todas as rotinas de seus subordinados demonstram incapacidade de formar uma equipe competente. Formar uma equipe competente, capaz de tocar a rotina de uma área, favorecerá que o líder se torne disponível para se voltar para os resultados mais importantes.

4- Avaliação de performance contínua e clara. Prover feed back contínuo aos membros de sua equipe é característica dos líderes. Mencionar aos seus colaboradores os pontos fortes observados irá contribuir para que tais pontos se fortaleçam ainda mais. Por outro lado, apontar as falhas ocorridas e as necessidades de melhora evitará reincidências futuras.

5- Comunicação franca. A abordagem do líder deve ser franca, direta e objetiva. A comunicação deve ocorrer sem grandes introduções e rodeios. Um líder não perde tempo e comunica francamente o que for necessário.

6- Informações compartilhadas. Hoje as grandes organizações expõem as suas visões, seus valores e metas nos murais. Dentro das áreas de uma organização, os gestores devem adotar papel semelhante,ou seja, não existe nada pior do que participar ativamente de um projeto e depois ser ignorado pelo seu superior.

7- Trabalhando com emoções e argumentos em situações de conflito. Diversos tipos de conflito ocorrem dentro de uma área de trabalho, como por exemplo, problemas entre os membros da equipe ou problemas de um membro da equipe com pessoas de outras áreas. Em situações de conflito, um líder deve procurar antecipar as reações e entender as emoções. Uma forma de intervir é efetuar indagações que sirvam para o colaborador controlar suas emoções e assumir comportamentos mais adequados. Exemplos de questões: Qual a conseqüência que esse problema pode acarretar? Como podemos evitar situações semelhantes no futuro?

8- Fazer uso de diversas opiniões, argumentos e diferentes culturas. A prática da democracia é difícil e todos os governos democráticos possuem defeitos, mas ainda não surgiu melhor sistema. As empresas precisam da prática da democracia, mas sem abrir mão de uma liderança forte e voltada para resultados.

9- Comprometimento com novas idéias. Muitas grandes idéias foram consideradas ridículas quando expostas pela primeira vez. Recriar o que existe visando eficiência e eficácia, rever processos para cortar o que não agrega valor, buscar sinergias, reduzir custos, são elementos que normalmente estão atrelados às novas idéias, logo, o gestor deve estar comprometido com novas idéias.

10- Identificar e destacar méritos. Certa ocasião um gerente recebeu uma carta parabenizando-o por um resultado alcançado em uma empresa onde ele havia pedido demissão há três meses - vejam até onde chegou a capacidade de reconhecer e destacar méritos do ex gestor desse gerente. Todo funcionário quer ter o seu mérito destacado. Um gestor que esconde os méritos de seus colaboradores e capitaliza somente para si os resultados estará agindo de forma individualista. Um gestor que identifica e destaca méritos de forma justa e imparcial, propiciará a sua equipe maior comprometimento, além de que melhorará o clima de trabalho.

11- Compartilhar e desenvolver parcerias. Desenvolver parcerias significa disposição para compartilhar responsabilidades, obrigações e méritos. Parceria é uma relação ganha-ganha onde o equilíbrio, a honestidade e a ética são elementos sempre presentes. Não existe a possibilidade de se tornar um líder sem compartilhar e desenvolver profundas relações de parcerias com o seu grupo de colaboradores e também com outras partes dentro e fora da empresa.

12- Comprometimento com liderança. O líder precisa ter consciência da responsabilidade que carrega e da necessidade de estar comprometido com a liderança. Um adequado comprometimento com a liderança se reflete em uma equipe forte, que trabalha motivada e que entrega resultados.

Conclusão: As competências essenciais relatadas esgotam as qualidades necessárias a um bom líder? A resposta certamente é não. A essas qualidades podemos juntar outras como ética, caráter e coragem. Ao analisarmos os líderes em atividade, notaremos que freqüentemente muitos desses atributos estão ausentes. As empresas fixam metas agressivas de crescimento, rentabilidade, dentre outras, mas deveriam, além disso, também mensurar, avaliar e buscar avanços no comportamento de seus gestores